Foi aprovada ontem (25), pela “Comissão de Educação do Senado”, o Projeto de Lei que regulamenta a concessão da meia-entrada, em eventos culturais, esportivos e de lazer, para estudantes e idosos. O Projeto tem caráter terminativo, portanto, após está aprovação será submetido a analise da Câmara.
Entre as mudanças está a limitação da meia-entrada a 40% do total de ingressos disponíveis para o evento em questão. O projeto também autoriza a criação do “Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da Meia-Entrada e da Identificação Estudantil”, que terá por objetivo padronizar, emitir e fiscalizar as carteirinhas de estudantes, tentado dessa forma, impedir a falsificação das mesmas.
O projeto é fruto das inúmeras queixas feitas por artistas e produtores culturais, que afirmam que a grande quantidade de carteirinhas falsas impede a manutenção do direito a meia-entrada, e faz com que os ingressos “inteiros” sejam mais caros.
A cota da venda da meia-entrada desagradou muitos estudantes, que tem dúvidas sobre como será feita fiscalização para verificar se a cota está mesmo sendo cumprida.
Ouro pronto de descontentamento com a proposta vem dos preços a serem pagos pelos estudantes que não conseguirem comprar os ingressos na “cota”. “Se o acesso a cultura já é difícil hoje, seja pela falta ou opções ou pelo valor dos ingressos, que mesmo com a meia-entrada são caros, imagina agora. Não acredito que os diz Camila Dias, estudante de Mogi Guaçu.vai ficar cada vez mais dificil preços abaixarão muito, vai ficar cada vez mais difícil o acesso aos eventos culturais” diz Camila Dias, estudante de Mogi Guaçu.
A UNE (União Nacional dos Estudantes) apóia a criação de uma carteirinha única, na tentativa de inibir as falsificações e a criação de um “Conselho de Fiscalização”, mas a entidade é contraria ao sistema de cotas.
Matéria de minha autoria divulgada no Portal Mogi Guaçu
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