segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Problemas de atendimento na UANA geram reclamações

Gabriela Zacariotto

Nesta sexta-feira o atendimento na UANA (Unidade de Atendimento Não Agendado), da Santa Casa foi alvo de reclamações da população e até mesmo a polícia chegou a ser chamada. Segundo os pacientes, o atendimento estava demorando demasiadamente e estavam faltando médicos para o atendimento.


Juliano Antunes Quintas era uma dos que aguardavam o atendimento na Unidade na ocasião. Ele se queixava de problemas de sinusite e chegou ao hospital por volta das 8h30 da manhã. Até às 16h30 ele ainda não havia sido consultado.


Quintas afirmou que apenas um médico estava atendendo os pacientes, que eram tratados com descaso. Revoltado com a situação, depois de procurar a ouvidoria do hospital sem que qualquer solução fosse apresentada ao problema, ele chegou inclusive a chamar a polícia. “Eles vieram, mas falaram que não podiam fazer boletim de ocorrência porque o hospital não estava se negando a dar atendimento”, contou.


A assessoria de comunicação da Santa Casa confirmou que o atendimento realmente estava demorado. Segundo a assessoria, pela manhã a quantidade de plantonistas estava normal, até que um paciente em estado grave chegou para ser atendido e um dos médicos teve de se dedicar exclusivamente a ele.


Já depois do almoço, conforme foi informado à reportagem de A Comarca, o plantonista do pronto socorro passou mal e teve de ir embora. Assim sendo, um dos médicos passou a atender no local e a quantidade de plantonistas ficou reduzida na UANA. Apesar dos problemas a informação era de que o atendimento estava acontecendo normalmente, apesar de mais lento.

Texto divulgado no jornal "A Comarca" em 20/02/2010

Prefeitura realiza atos solenes

Indústrias têm escrituras de áreas

Gabriela Zacariotto

Na tarde da última quinta-feira o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) realizou um evento para a outorga de escritura áreas para as empresas, Metal II, DAB e Balestro.

As empresas três empresas receberam a outorga da área dos terrenos onde estão instaladas nos distritos industriais de Mogi Mirim. A atitude foi tomada com o aval dos vereadores, que aprovaram, no início deste ano, projetos de lei referentes a medida.

Com as escrituras, segundo comentou o prefeito em seu discurso, algumas ações que podem ser adotadas pelas empresas devem ser facilitadas, uma vez que sem o documento elas possuíam dificuldades em obter financiamentos para a realização de projetos, por não terem a posse dos mesmos.

De acordo com o prefeito, agora as empresas poderão ampliar suas instalações e atividades, gerando mais empregos para a cidade.

Entidades Assistenciais recebem repasse de verbas

Para as entidades assistenciais da cidade a prefeitura distribui cerca de R$ 900 mil, oriundos de convênios, destinados a aplicação em atividades desenvolvidas pelos órgãos.

O valor recebido por cada uma das 25 entidades é diferenciado. O cálculo do valor a que cada uma tem direito é baseado em um índice estabelecido pelo Conselho Municipal de Assistência Social, multiplicado pela quantidade de pessoas atendidas pela entidade. Os índices variam de acordo com a atividade realizada no local, o tipo de atendimento prestado e a faixa etária a que se destina.

O valor recebido é referente ao auxílio dado pela administração municipal para seis meses de trabalho. Segundo o prefeito, se a economia continuar estável e a arrecadação municipal dentro do esperado, antes de junho as entidades podem receber o restante da verba anual.

Desta vez, a Guarda-Mirim, a Sociedade Protetora dos Animais (SPAMM) e a Instituição de Incentivo à Criança e ao Adolescente (ICA), não receberam a verba municipal.

O motivo alegado é que as instituições estariam com problemas junto ao Tribunal de Contas e, portanto, impedidas de receberem repasses da administração.

ICA

Apesar da instituição não receber a verba no momento, o prefeito anunciou a transferência do terreno do bairro Nova Mogi, próximo da escola Dona Sinhazinha, para o ICA.

O terreno havia sido prometido a instituição há algum tempo, mas devido a problemas burocráticos a transferência ainda não havia sido possível.
Texto publicado no jornal "A Comarca" em 20/02/2010

Prefeitura veta isenção de contrapartida ao transporte para estudantes carentes

Gabriela Zacariotto

O subsídio do transporte universitário deve voltar à pauta de discussão dos vereadores nas próximas sessões do legislativo. Nesta semana, foi lido na Câmara um pedido de veto da administração municipal a uma lei aprovada de janeiro deste ano estabelecendo que os estudantes que recebem 100% de subsídio do transporte não seriam obrigados à apresentação de uma contrapartida para o recebimento benefício, que pode ser a doação de kits de material escolar, alimentício ou realização de prestação de serviços.

O argumento apresentado para na lei é que os estudantes teriam de ter baixa renda para receberem o subsídio de 100% do transporte e que, portanto, deveriam ser isentos de apresentar a contrapartida para evitar gastos extras.

A administração municipal discorda da colocação. Segundo encarregado do setor administrativo do Departamento de Educação, Luiz Fernando Guerreiro Zibordi, todos recebem o benefício e, portanto, não pode haver a isenção da contrapartida para apenas um grupo de estudantes. Outra alegação de Zibordi é que os kits são utilizados para ajudar outras pessoas e que, portanto, a doação é justa, “esse kit é distribuído para entidades, pessoas carentes”, afirma.

Além de ressaltar a importância da doação ele rebate o argumento de que os estudantes que recebem 100% do subsídio são de baixa e renda e não podem fazer a doação. “Esses kits não tem um valor muito alto, não deve ficar mais de R$ 40,00”, e completa, “a doação é para o ano inteiro, se você dividir não dá cinco reais por mês”, afirma.

Se a lei for vetada, como o solicitado, ele explica que a situação não será levada a extremos. Segundo Zibordi, os estudantes que não tiverem condições de efetuar a doação vão poder procurar a Promoção Social para discutir alguma forma de acordo.

O pedido de veto da administração municipal deverá ser avaliado pelos vereadores.

Novo pedido

Enquanto a Prefeitura tenta revogar a lei referente a contrapartida do subsídio do transporte os vereadores trabalham para tentar mantê-la e ainda ampliar a quantidade de beneficiados.

Segundo a vereadora Márcia Rottoli de Oliveira Masotti (PT), ela já está conversando com os demais vereadores para tentar rejeitar o veto e o resultado, segundo ela, vem sendo positivo.
Além de tentar manter a proposta já aprovada, ela e Luís Gustavo Stupp (PDT), apoiados por outros legisladores, apresentaram um pedido para que o subsídio seja concedido à mais universitários.

Para conseguir isto, a proposta é ampliar a margem da renda familiar permitida para o recebimento do benefício e ampliar os valores das faixas salariais que determinam à porcentagem que cada estudante terá direito. “Quem ganha 25% passa a ganhar 50%, quem ganha 50% ganhará 100% e assim por diante”, explica Márcia.

De acordo com a vereadora, a ampliação da renda familiar máxima para o recebimento do benefício se deve ao fato de que o valor destinado ao subsídio está diminuindo ano a ano. Ela afirma que o valor repassado já foi de um milhão e meio de reais, passou para um milhão e agora já está em R$ 700 mil.

Se aprovado o projeto de lei passam a ter direito ao subsídio estudantes com renda mensal de até R$ 1.452,51. Com isso Márcia acredita que a ideia é melhorar a lei atual “tornar mais humana”, comenta.

Para que as alterações propostas pelos vereadores entrem em vigor existe a necessidade de aprovação na Câmara.

Texto publicado no jornal "A Comarca" em 20/02/2010

Mobilização tentar conseguir sede do Senac

Gabriela Zacariotto

Uma nova tentativa de conquistar uma unidade do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) deve ser iniciada em poucos dias em Mogi Mirim. Esta é a terceira tentativa de se conseguir a instalação da Senac para a cidade.

A primeira delas aconteceu no ano de 1995 e a última em 2008. Na ocasião a escola não se instalou na cidade devido ao fato de nenhum espaço adequado as necessidades da instituição ter sido oferecido.

O conselheiro do Senac e presidente do Sicovamm (Sindicato do Comércio Varejista de Mogi Mirim), José Antonio Scomparim, está à frente da iniciativa e pretende iniciar nos próximos dias uma mobilização em favor de trazer a unidade do Senac para a cidade.

Desta vez, segundo ele, a estratégia será mobilizar os comerciantes e a população. O primeiro passo será a distribuição de comunicados para os comerciantes, para que eles enviem ofícios ao Senac e a prefeitura solicitando a instalação do Senac na cidade. Já para a população será disponibilizado um link no site do sindicato (www.sicovamm.com.br) para que escreva e encaminhe e-mail para os mesmos órgãos. As atividades devem ser iniciadas nos próximos dias com o lançamento oficial da campanha.

A Mogi Mirim caberia a tarefa de disponibilizar para o Senac um local para que a sede da escola seja instalada, já as outras necessidades ficam a cargo do Senac. A preferência do órgão é por espaços não muito grandes e próximos da região central.

O local considerado ideal para a atividade foi o prédio do antigo Mercado Municipal, o Mercadão. Segundo Scomparim até mesmo técnicos do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) já visitaram a área e a consideraram adequada.

Até o momento, de acordo com informações do conselheiro e presidente do sindicato, a prefeitura não foi comunicada sobre o assunto, o que deve ser feito somente após o lançamento oficial da campanha.

Ele afirma que espera a colaboração da prefeitura para a doação da área, uma vez que o Senac já teria demonstrado interesse em se instalar na cidade, mas a situação pode não ser tão simples. A prefeitura já anunciou que pretende instalar um projeto voltado aos idosos no local e para a doação da área o local destinado à atividade teria de ser alterada.

Scomparim afirma que ainda não avaliou outras áreas para a instalação da escola, “para não ficar oferecendo muita coisa”, comenta.

Caso não seja conseguido um acordo para o uso do Mercadão ele afirma que um novo local poderá ser estudado para receber a unidade do Senac.


Texto publicado no jornal "A Comarca", em 20/02/2010

Peso de mochilas, problema para saúde dos estudantes

Gabriela Zacariotto

O volume do material escolar que os estudantes devem carregar é grande. São diversos livros, cadernos, pastas, apostilas, entre outros. Com isso, na hora de colocar tudo na mochila e ir para a escola, muitas vezes o peso carregado pode ser muito maior do que o indicado pelos especialistas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia, cerca de 60% a 70% dos problemas de coluna vertebral dos adultos são causados na adolescência, e o peso excessivo da mochila escolar, na maioria dos casos, é o principal culpado.


A recomendação é para que o peso máximo carregado pelos estudantes não ultrapasse 10% do peso do estudante.


Existe, até mesmoum proposta para regulamentar a questão. O Projeto de Lei 6338/05, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), proíbe o uso de mochila escolar com peso excessivo. Uma emenda do relator, deputado César Bandeira (PFL-MA), elevou o peso máximo da mochila para 15%.


De acordo com ortopedistas e fisioterapeutas, o excesso de peso nos discos intervertebrais reduz o espaço entre as vértebras, comprimi as raízes nervosas, o que pode contribuir para o aparecimento da hérnia de disco.


Segundo o fisioterapeuta Genilson Furigo, a situação é mais preocupante entre as crianças com idade entre sete e 12 anos. O motivo, segundo ele, é o fato de que elas ainda não têm a parte muscular delas não está madura e a formação pode ser comprometida com a sobrecarga. O sedentarismo, segundo ele, também agrava o problema e aumenta as possibilidades de a criança desenvolver problemas na coluna.


Existem algumas alternativas para evitar que os estudantes sejam submetidos aos riscos de se carregar um grande volume de material escolar. A principal delas seria a escola fornecer armários para que o material fosse guardado para que o estudante somente o retirasse no momento do uso, evitando que os livros e cadernos fossem carregados de um lado para outro diariamente.


Como nem sempre é possível que a escola adote tal atitude, a alternativa sugerida pelos especialistas é para que o horário de aulas seja organizado de maneira a permitir que a menor quantidade de material seja carregada diariamente.

PREVENIR


Mas, se carregar à mochila é inevitável os especialistas dão algumas dicas para evitar problemas de saúde futuros.


A principal delas é se atentar para que o peso da mochila não ultrapasse o máximo de 10% do peso do estudante. Além disso, na hora de carregá-la o peso deve estar distribuído nos dois ombros e não de um lado só.


O modelo da mochila também merece uma atenção especial. A escolha deve ser feita, sempre, pelas que tem amortecedores para a região dorsal e cinto para mantê-la junto ao corpo. Além disso, as alças devem ser acolchoadas para amortecer a pressão do peso sobre os ombros.
Outra possibilidade é optar por bolsas com rodinhas para facilitar que o estudante transporte o material. Mas, neste caso, é preciso se atentar par que o puxador tenha uma altura compatível com a da pessoa. Neste caso, o braço utilizado para puxar a bolsa deve ser alternado com frequência, para evitar riscos de escoliose e outras doenças semelhantes.


Para Furigo, a melhor escolha é a mochila de colocar nas costas, desde que o peso máximo seja observado e ela seja carregada nos dois ombros, pois as de rodinhas ainda podem gerar problemas, caso o braço que a carrega não seja alterado.


Nos casos em que não a criança já desenvolveu algum problema ainda há possibilidade de tratamento para evitar complicações. Algumas das alternativas, segundo o fisioterapeuta, são a fisioterapia tradicional, Reeducação Postural Global (RPG), Pilates e ainda atividades físicas como natação e alongamento, sempre acompanhadas de perto pro um profissional capacitado.

Texto publicado no jornal "A Comarca", em 20/02/2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Escoteiro representa cidade em acampamento nacional

Gabriela Zacariotto

O escoteiro mogimiriano, Daniel Guarnieri Veloso, integrante do grupo “Encanto das Matas” representou a cidade no “II Camporee Escoteiro Gaúcho”, que reuniu cerca de dois mil escoteiros de todo o Brasil e ainda representantes de grupos do Paraguai. O acampamento aconteceu entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro na cidade de Tramandaí, no Rio Grande do Sul.

Esta foi a segunda edição do evento, que deve se repetir em 2012. O objetivo é reunir os jovens para se aventurar, colocar em prática os ensinamentos do escotismo e ainda discutir questões relacionadas ao meio ambiente.

Na edição deste ano, o tema do evento foi “Escotismo Por Um Planeta Sustentável”. Com esta base, questões ligadas à utilização de energias sustentáveis foram os principais focos de trabalho do acampamento. Quem se aventurou no acampamento pode, inclusive, aprender meios para implantar iniciativas sustentáveis no local onde vive.

Com os conhecimentos que adquiriu no acampamento Veloso pretende movimentar a cidade. Seu primeiro projeto é dividir com os companheiros do grupo o que aprendeu no evento. A intenção do escoteiro é construir cata-ventos para a obtenção de energia eólica, as técnicas para a atividade, Daniel aprendeu no Camporee. Para dar início ao trabalho ele aguarda apenas a retomada dos encontros do grupo, prevista para o próximo dia 20.

Além de dividir sua nova experiência com os escoteiros ele também pretende realizar um trabalho junto a comunidade com a intenção de desenvolver técnicas para a sobrevivência por meio de energias sustentáveis.

A viagem

Veloso foi o único representante mogimiriano no acampamento no acampamento. A viagem até o Rio Grande do Sul foi feita de ônibus e durou aproximadamente 28 horas. Os companheiros de viagem eram todos escoteiros de outras cidades que também se dirigiam ao evento.

A experiência que teve com a participação no evento Veloso descreve empolgado, “foi a melhor experiência d minha vida”.

Na bagagem de volta ele afirma que trouxe lições valiosas, grandes amigos e ainda a esperança em um mundo melhor “eu me conscientizei que a gente pode mudar o mundo por meio da sustentabilidade”, comenta.

Se agora o evento é marcado por boas lembranças e grandes lições, chegar ao Rio Grande do Sul não foi fácil. Para conseguir arcar com os custos do acampamento Veloso trabalhou como “Papai Noel” no comércio de Mogi Mirim e para completar o dinheiro necessário contou com o apoio, principalmente, de seus pais.

Para os próximos meses o escoteiro já tem novos planos: participar de um acampamento no Paraná. Desta vez, deve ser organizado um grupo, com pelo menos cinco pessoas, para representar Mogi Mirim no evento.

Texto divulgado no jornal "A Comarca" 13/02/2010

Panfletos elaborados pela oposição causam polêmica na Câmara

Gabriela Zacariotto

Nesta semana, o meio político de Mogi Mirim foi movimento por um panfleto distribuído na cidade, que mostra quais vereadores foram favoráveis e quais foram contrários a Revisão da Planta Genérica de Mogi Mirim, no ano passado.

O panfleto foi elaborado pelos partidos de oposição ao governo municipal, PV, PT e PSB causando descontentamento entre alguns vereadores que votaram favoravelmente à proposta. Cerca de oito mil exemplares foram distribuídos para a população.

Para os responsáveis pela iniciativa Anderson Mendonça (PV), Ernani Gragnanello (PT) e Paulo Roberto Tristão (PSB), a intenção ao elaborar o informativo em momento algum foi denegrir a imagem dos legisladores que votaram a favor da proposta da prefeitura. Segundo eles, o único objetivo é informar a população sobre a votação posição adotada pelos vereadores.

O ex-presidente do PV, Anderson Mendonça, que ainda estava à frente da sigla quando a decisão de elaborar o informativo foi tomada, a idéia é apresentar a realidade da atitude dos vereadores para toda a população, já que agora vários dos que ajudaram a aprovar a medida estariam se mostrando arrependidos. Segundo ele, a época da votação, uma série de cálculos foi apresentada mostrando que o aumento do imposto seria elevado para a população. Os argumentos teriam sido rejeitados pelos vereadores favoráveis a revisão, “o PV foi acusado de mentiroso, que o cálculo era mentiroso, agora esses cara-de-pau falam que foram enganados”, desabafa.

Segundo o presidente do PT, o lançamento do panfleto somente em 2010 depois de a votação do projeto ter ocorrido em novembro de 2009, se deve ao fato de que a população começou a se queixar dos altos valores de reajuste do imposto. Com isso, segundo ele, a intenção é deixar bem claro a postura de cada vereador.

O presidente do PSB, também defende a ideia de que o panfleto não foi elaborado para criar polêmica, mas sim divulgar a postura dos vereadores, tanto dos contrários a proposta quanto doas favoráveis que agora se mostram arrependidos e dizem que a situação verificada não é a que foi apresentada no projeto de Revisão da Planta Genérica. Com isso, ele pretende demonstrar que a situação do legislativo é crítica para que a população não seja enganada. “Queremos mostrar que os projetos não são analisados”, afirma.

PSDB

Ao lado dos vereadores oposicionistas que votaram contra o projeto do executivo no ano passado também contam os nomes de Maria Helena Scudeler de Barros (PSDB) e Luís Roberto Tavares, o Robertinho (PSDB).

Ambos afirmam não terem participado do projeto de elaboração do panfleto, porém eles não se mostram descontentes com a iniciativa.

“Eu fico numa situação cômoda”, comenta Maria Helena, que a época da votação foi duramente criticada pelo PSDB por sua postura e recebeu ameaças de que sofreria represálias.
Robertinho, que também recebeu críticas e ameaças por ter se posicionado contra o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB), não vê problemas no documento criado pelos oposicionistas. “Não é do meu estilo político, mas também não acho ruim”, comenta. Os vereadores, por enquanto, afirmam que não receberam novas do PSDB Mogimiriano.

Críticas

O vereador Marcos Bento Alves de Godoy, o Marquinhos da Farmácia (PDT) foi um dos que mais criticou a atitude dos partidos de oposição. “Eu vejo isso como politicagem”, afirma e completa, “foi infeliz a atitude da oposição”.

Para ele, o panfleto pode passar para a população uma versão distorcida dos fatos, pois estão expostos de uma forma ridícula, segundo ele. Com isso, o vereador pretende dar entrada em um processo judicial para que os partidos oposicionistas sejam punidos pela atitude e segundo ele, vários outros companheiros apóiam a iniciativa.

Marquinhos garante que não se arrepende de seu voto favorável a medida, como chegou a ser cogitado por alguns. O vereador afirma que apenas reconhece que uma análise mais detalhada da proposta poderia ter sido feita. Para corrigir esta falha ele afirma que está ajudando os munícipes que o procuram a pedir uma revisão dos valores de IPTU. Ele afirma que já teve sucesso em 50 casos, conseguindo uma significativa redução do imposto.

O vereador e líder do prefeito na Câmara, João Luiz Andrade Teixeira (PSDB), também não está nada satisfeito com a atitude dos partidos oposicionistas. Ele afirma que quando a oposição estava no poder criou taxas que oneravam a população e agora se queixa do aumento no IPTU. Desta forma ele considera a distribuição dos panfletos uma atitude “maldosa e demagógica”.
João Luiz comenta que já consultou a diretoria da Câmara e foi informado de que um processo pode ser movido contra os presidentes dos três partidos envolvidos na questão, a possibilidade estaria em estudo, segundo ele.

Mas, não deve ser esta a única medida adota, “a próxima sessão promete, eu tenho umas coisinhas para contar para a população”, ameaça o vereador.

Texto divulgado no jornal "A Comarca" 13/02/2010

Comissão Especial de Saúde na Câmara retoma trabalhos

Gabriela Zacariotto

A Comissão Especial da Saúde, que no ano passado fiscalizou a situação da saúde pública de Mogi Mirim foi reaberta. O objetivo é verificar as novas denúncias que foram feitas em relação a problemas enfrentados por mogimirianos que utilizam os serviços municipais.

A comissão é composta por sete vereadores e deve realizar seus trabalhos durante 180 dias, prazo pelo qual pode atuar por se tratar de uma comissão especial.

Segundo a presidente da comissão Maria Helena Scudeler de Barros (PSDB) a intenção é para que pelo menos duas vezes por semana os membros da Comissão passem pelos órgãos municipais de saúde de Mogi Mirim. A Santa Casa também deve ser visitada por receber verbas da prefeitura.

Segundo a vereadora, o motivo da reativação das atividades da Comissão Especial é o fato de que muitas reclamações estão sendo levadas ao conhecimento dos vereadores.

Texto divulgado no jornal "A Comarca" na edição do dia 13/02/2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Vereador pretende mudar a lei de subsídio ao transporte de estudantes

Gabriela Zacariotto

O vereador Luís Gustavo Stupp (PDT) pretende alterar a lei que regulamenta o subsídio do transporte universitário e ainda quer que a Prefeitura dê mais apoio aos estudantes.
A polêmica em torno do benefício teve início depois que a administração municipal anunciou que a partir deste ano iria cumprir as determinações da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte) e deixaria de repassar o subsídio para quem usa serviços de transporte sem registro junto ao órgão. O comunicado causou descontentamento entre os estudantes que podem ficar sem o repasse com o seguimento da norma.
O vereador afirma que não há o que ser feito em relação à determinação da prefeitura, já que a prefeitura está seguindo uma lei estadual. Mas Stupp acredita que existe a necessidade de uma maleabilidade em relação o questão, já que a norma entrou em vigor sem comunicados anteriores. E defende que deveria ser concedido um tempo para que os proprietários de vans e estudantes se adequassem nas exigências que estão ocorrendo.
Segundo Stupp, ele passou um dia acompanhando os trabalhos no Departamento de Educação e verificou que existe uma falta de apoio aos estudantes.
Agora, a intenção de Stupp é pedir para administração municipal que o próprio Departamento se encarregue de organizar as linhas para o transporte dos estudantes. Segundo ele, desta forma seria mais fácil para os estudantes conhecerem as opções de transporte e garantir o direito ao benefício do subsídio.
Stupp pretende ainda alterar a lei que trata do benefício. Ele afirma que já solicitou apoio de uma equipe jurídica para assegurar o valor de repasse. O vereador afirma que o valor destinado ao subsídio está caindo gradativamente e já passou de um milhão de reais para R$700 mil.


Para vereador falta união dos estudantes

Apesar de ter afirmar que continuará atuando em relação aos problemas estudantis o vereador estava descontente com a classe na última segunda-feira.
Ele havia convocado os universitários para que comparecessem a sessão da Câmara munidos de faixas para uma manifestação a favor do subsídio. Os estudantes não atenderam ao chamado e poucos estiveram presentes, frustrando os planos de Stupp. O ato foi uma demonstração da desunião dos estudantes, segundo ele. “Só não teve protesto porque não houve engajamento”, afirmou.
Mas, ele ainda não desistiu da intenção de mobilizar a classe e afirma que se a prefeitura não atender seus pedidos em relação ao subsídio pretende convocar os estudantes, agora, para uma passeata com instrumentos musicais.

Texto divulgado no jornal "A Comarca" em 06/02/2010

Vacinação contra Gripe A começa em março

Gabriela Zacariotto

A vacinação contra a “Gripe A” vai começar no próximo mês, em todo o território nacional. Em Mogi Mirim a imunização contra a doença vai seguir os padrões estipulados para a campanha nacional. A imunização vai ser dividida em quatro etapas, sendo que cada uma delas será voltada para um público em específico.
O objetivo é para que as pessoas que integraram o grupo de risco da pandemia sejam imunizadas. Posteriormente, segundo a enfermeira da vigilância epidemiológica de Mogi Mirim, Viviane Dainese, se sobrarem doses, a imunização poderá se estender para outros segmentos.
A primeira etapa da vacinação acontecerá entre os dias 8 e 19 de março e será voltada aos profissionais da saúde. A etapa seguinte imunizara pacientes com doenças crônicas, crianças com idades entre seis meses e dois anos e gestantes, entre os dias 22 de março e 2 de abril. Na sequência do cronograma, todas as pessoas com idade entre 20 e 29 anos devem ser vacinadas entre os dias 5 e 23 de abril. A última etapa da vacinação, entre os dias 24 de abril e 7 de maio, atingirá os idosos com doenças crônicas que além da vacina contra a “Gripe A” vão ser imunizados contra a gripe sazonal.
A estratégia que será adotada para a realização da campanha de vacinação ainda não foi definida. O que se sabe até o momento, de acordo com Viviane, é que as vacinas devem ser aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde e existe a hipótese da realização de campanhas aos sábados.
Com a vacina o Ministério da Saúde pretende evitar uma nova epidemia da doença, como ocorreu no ano passado.

Texto divulgado no jornal "A Comarca" em 06/02/2010