quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pessoas entre 19 e 30 anos são as mais afetadas pelo stress

Com o dia-a-dia cada vez mais corrido, devido, às pressões e exigências, aumenta o número de pessoas que sofrem de stress, esta que não é uma doença moderna, como muitos podem pensar, acompanha o ser humano desde a época das cavernas, sendo um conjunto de reações, naturais, do organismo a agressões físicas, psíquicas e infecciosas, que não precisam ser necessariamente ruins, como se imagina, já que boas noticias também criam expectativas e nervosismo, gerando-o também.
Quando acontece desta forma natural, não causa prejuízos e nem deve gerar grandes preocupações, o problema é quando ele deixa de ser considerado “normal’ e passa a ser doença.
Segundo o psicólogo Paulo Sérgio Martins, a diferença entre as duas fazes do stress vem principalmente do tempo de duração da crise, do quanto de sofrimento por ela gerado e da manutenção de nervosismo. Ainda, segundo ele, prestar atenção a dicas de familiares e amigos a respeito de seu comportamento é de grande importância para o diagnóstico, comentários como “você anda muito nervoso” e outros do mesmo gênero, quando acontecem de maneira freqüente merecem atenção. Ficar atento ao próprio comportamento também é necessário, irritabilidade, desmotivação, falhas de memória, distúrbio do sono e ansiedade, também são fortes indicativos.
Crises de stress podem ser agudas, como uma crise de ansiedade, sendo intensa, mas com pequena duração. Em outros casos o stress pode ser crônico, com longa duração, ou ainda pós-traumático, quando a pessoa não sente os efeitos no momento, mas algum tempo depois, podendo este intervalo ser inclusive de alguns anos.
As reações físicas para o stress são variadas, podendo se manifestar em taquicardias, fadigas físicas, falta de ar, dores musculares, gastrite, distúrbios do sono, queda de imunidade, e ansiedade, que em casos mais graves, pode levar a depressão, pânico, e transtornos obsessivos compulsivos (TOC).
As pessoas mais afetadas, atualmente, estão entre os 19 e 30 anos, mas pessoas de outras idades também podem ter crises de stress, inclusive crianças. Segundo o psicólogo, por se tratar justamente da faixa etária em que importantes decisões, como a escolha de uma carreira, devem ser tomadas, e pressões de diversas formas, dentre as quais estão à pressão dos pais e da própria pessoa, pressão moral e social, se tornam mais intensas. Baixa auto-estima, perfeccionismo, início dos relacionamentos amorosos, inserção no mercado de trabalho, busca de estabilidade financeira e outros, também colaboram para o aumento do stress nesta idade.
Como com toda doença, o ideal é a prevenção, e, já que é impossível não sentir stress, o ideal é estar sempre atento, e prestar atenção ao que dizem à seu respeito, buscando sempre o “equilíbrio”.
Já para o tratamento, o processo é um pouco mais complexo, sendo necessária a ajuda médica, psicológica e psiquiátrica, a duração é variada, podendo se estender por meses e até anos. E para quem acredita que férias, viagens e passeios podem curar o stress, Paulo afirma que não, e completa dizendo, se afastar do problema pode até atenuar uma crise, mas não resolverá o problema, e quando você voltar tudo o que te stressava ainda estará lá.

Matéria de minha autoria publicada no Portal Mogi Guaçu

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