segunda-feira, 31 de maio de 2010

Incêndio em mata deixa cidade tomada por fumaça


Gabriela Zacariotto

Um incêndio no bairro do Aterrado, nas proximidades do trevo de Martim Francisco – na SP-147, trouxe transtorno para grande parte dos mogimirianos.
Devido fogo em uma no local, toda aquela área, a Vila Bianchi e a areado Complexo Lavapés, ficaram cobertas pela fumaça.
Os motoristas que trafegavam pela região tiveram que redobrar a atenção, uma vez que a visão estava complicada com a grossa cortina de fumaça que se formou. Na SP-147, a Intervias fez sinalização com veículos indicando os riscos de acidente.
Segundo informações do Departamento de Meio Ambiente da prefeitura, os motivos do incêndio ainda estão sendo apurados. Por enquanto, a principal hipótese é que um morador da região teria cortado eucaliptos e colocado fogo nos troncos. Com o vento que havia no momento as chamas teriam se espalhado e gerado o problema.
Os moradores da região, incomodados pelo fato, teriam procurado os fiscais do meio ambiente reclamando do incomodo causado pela fumaça.
Para que a situação fosse controlada houve a necessidade da intervenção da Brigada de Incêndio e apoio de um caminhão da Intervias.
Quando a apuração dos fatos terminar, caso fique comprovado que a origem do fogo foi criminosa, o responsável será punido e as multas cabíveis serão aplicadas.

Matéria publicada no jornal "A Comarca" 29/05/10

‘Viva Feliz’ fica com antiga sede da UME

Gabriela Zacariotto

O destino do antigo prédio da União Mogimiriana dos Estudantes (UME), foi finalmente definido. Nesta semana, foi anunciado que o Grupo da Terceira Idade “Viva Feliz”, vai tomar posse do imóvel localizado na Avenida Abid Chaib.
A concessão do uso é temporária e vai vigorar durante um ano. Após este período, pode ser elaborado um projeto de lei, para que a entidade possa utilizar da área por tempo indeterminado.
Atualmente, o grupo atuava no antigo Centro de Saúde, na Avenida Santo Antônio, e há tempos solicitava uma nova sede, já que o imóvel que usava está em situação precária.
Segundo o presidente da entidade, José Eneas Mazotti, o grupo deve demorar aproximadamente 30 dias para ocupar o novo imóvel.
Durante este tempo o imóvel deve passar por uma nova pintura e receber as adequações necessárias para receber o grupo.
A intenção no novo local, segundo Mazotti, é dar continuidade a alguns projetos já existentes, como o agenciamento de viagens e educação física e ainda criar novas oportunidades de diversão para os integrantes da terceira idade mogimiriana.
Para as senhoras, o presidente pensa em organizar reuniões para troca de experiências e aprendizado de atividades como tricô e crochê. Já para os homens a ideia é colocar mesas para os jogos de tabuleiro, como dama e xadrez e o tradicional baralho.
Uma televisão também pode ser instalada no futuro para que os integrantes do grupo possam assistir partidas de futebol.
Com as propostas a intenção de Mazotti é criar um ponto de encontro e oferecer uma alternativa de diversão para a terceira idade, “hoje não tem onde ir”, comenta.
O Grupo Viva Feliz é formado por cerca de 300 pessoas. A entidade atua em Mogi Mirim há cerca de 12 anos.

Matéria publicada no jornal "A Comarca" 29/05/10

Obras devem promover melhorias em drenagem e sistema viário

Gabriela Zacariotto

O prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB), anunciou algumas das obras que pretende realizar neste ano, referentes a drenagem urbana e de alterações viárias. O evento aconteceu na Câmara, na última segunda-feira, e foi voltado aos vereadores e diretores da prefeitura.
As obras de drenagem urbana têm por objetivo solucionar os problemas referentes à infiltração de água no Parque da Imprensa, onde existem duas voçorocas.
Segundo foi explicado pelo prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) e pelo Diretor de Planejamento, Sidney Hugo de Carvalho, no local deve ser construída uma rede de drenagem para levar a água até o Córrego Santo Antonio, por ruas laterais.
Desta forma, a água fluvial deve deixar de passar nos locais onde foram verificados problemas decorrentes da infiltração.
Apesar de a mudança ter o objetivo de trazer solução também pode criar problema. Com a grande quantidade de água que deve chegar ao Córrego, de maneira mais rápida, a prefeitura acredita na possibilidade de aumentar as possibilidades de inundação na região. “O Córrego Santo Antonio não suporta mais as água e vai suportar menos ainda”, comenta Carlos Nelson.
Para evitar este problema algumas obras já foram planejadas, como alargar o Córrego, tirar a força das águas e a forma como ela atinge o local.
Para isto a administração municipal solicitou verbas ao governo federal e aguarda uma resposta, caso isso não ocorra ele comenta que a prefeitura terá de esperar, uma vez que o município não terá como realizar o trabalho com verbas próprias
Além das obras de drenagem, alterações viárias também estão previstas e devem se concentrar na Zona Leste. Algumas vias devem se tornar de mão única, para garantir a segurança do local e integrar a região com o restante da cidade objetivando facilitar o acesso ao Núcleo Integrado de Atividades Sociais (Nias), que tem o objetivo de atender toda a região.
Uma alteração na escola Alfredo Bérgamo (CAIC) também esta prevista para retirar o estacionamento de carros do interior da escola para ampliar a área útil para os estudantes. Na área da saúde a notícia foi à futura alteração da Unidade Básica de Saúde que fica próxima a sede da emissora de televisão local. Segundo o prefeito o local é pequeno e não tem condições de atender a população do local, principalmente com a revisão de aumento devido a construção das casas do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”. A intenção é que uma nova sede seja construída para o serviço.
Por fim, o prefeito afirmou que o calendário de obras está apertado e credita que não há possibilidade de mais investimentos com a previsão orçamentária. O custo das obras está estimado em R$ 5 milhões com verbas estaduais e federais.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 29/05/10

Lei de industrialização pode mudar para aumentar interesse de empresas

Gabriela Zacariotto

A prefeitura de Mogi Mirim apresentou para a Câmara, nesta semana, uma proposta de alteração na lei, aprovada no ano passado, que trata dos incentivos fiscais que visam aumentar a industrialização da cidade.
A proposta de alteração se refere a um acréscimo na parcela do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que retorna para a empresa.
A intenção é estipular esta cota em 50% durante 10 anos, a contar a partir da data em que o município receber o primeiro repasse referente ao estabelecimento.
Atualmente, a porcentagem de retorno para as empresas se inicia em 50% e vai reduzindo gradativamente durante uma década.
Com a mudança, a intenção é possibilitar que o investimento feito pela empresa seja recuperado.
Desta forma, a administração municipal pretende aumentar o interesse de grandes empresas pela cidade.
Segundo o Chefe de gabinete, Gerson Rossi Júnior, duas grandes empresas buscam um lugar para se instalar e Mogi Mirim está na disputa para garantir os novos empreendimento.
Com a mudança na lei ele espera aumentar as chances de a cidade despertar o interesse dos estabelecimentos, que são disputados por várias localidades. Ele não revelou o nome das empresas devido à necessidade de sigilo durante a negociação.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 29/05/10

Contas de 2007 da prefeitura são rejeitadas pelo TCE

Gabriela Zacariotto

O Tribunal de Contas (TCE) do estado de São Paulo rejeitou mais uma vez as contas do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB). Desta vez, o parecer do Tribunal é referente às contas de 2007.
Este é o segundo ano consecutivo que a prefeitura de Mogi Mirim recebe rejeição de contas pelo TCE, já que a prestação de contas de 2006 também não foi aprovada.
Para o ano de 2007, o motivo aponta pelo tribunal para a rejeição das contas é mais uma vez o não pagamento de 10% dos precatórios, conforme o que estabelecia a lei vigente à época. O TCE justificou aposição afirmando a “inexistência de circunstâncias excepcionais a justificar a conduta do administrador municipal, agravada pelo fato de que havia disponibilidade financeira para quitar os precatórios”.
Segundo o diretor do Departamento Jurídico, Alcides Carmona, apesar da rejeição das Contas, a prefeitura adotou uma atitude correta ao se decidir pelo não pagamento dos precatórios. Ele afirma que os valores estavam sendo recalculados na ocasião e, portanto, o valor apontado pelo TCE não era correto. “A prefeitura pagou tudo o que era devido”, comentou.
O diretor apóia seu argumento no fato de que após os recálculos a dívida de precatórios teve um decréscimo considerável, caindo de aproximadamente R$ 80 milhões para cerca de R$ 40 milhões. A estimativa é para que este valor sofra uma nova queda caso a administração municipal consiga um acordo para a antiga área da Ferrovias Paulista, a Fepasa.
Segundo Carmona, caso a prefeitura tivesse realizado o pagamento de 10% do valor dos precatórios, haveria causado prejuízo aos cofres públicos, uma vez que o dinheiro dos pagamentos não devidos não poderia ter ser recuperado.
Para o diretor o problema das rejeições de Contas não deve voltar a se repetir, uma vez que já a questão do recálculo da dívida já foi concluída, “acho que vão ser só essas”, afirma.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 29/05/10

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vereadores questionam legalidade em projeto que oficializa “Mogi”

Gabriela Zacariotto

Os vereadores mogimirianos aprovaram a proposta que torna oficial a grafia do nome de Mogi Mirim com “g”. O próximo passo seria enviar a proposta para a sanção do prefeito para que então passasse a vigorar, mas apesar de a proposta ter recebido apoio da maior parte dos vereadores, em dois turnos de votação, ainda não pode ser considerada vitoriosa.
A vereadora Márcia Róttoli de Oliveira Masotti (PT), em conjunto com o vereador Rogério Esperança (PDT), apresentou na última quarta-feira um ofício à Procuradoria de Justiça, em São Paulo, questionando a legalidade do processo.
Segundo a vereadora, existe um tramite para a oficialização do nome da cidade, que inclui a realização de um plebiscito, apresentação de um projeto na Assembleia Legislativa e encaminhamento da forma determinada como oficial para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para que então a grafia do nome da cidade possa ser considerada oficial e seu uso exigido.
Para a vereadora, caso nenhuma atitude seja tomada frente ao fato de a Câmara não ter seguido a determinação legal não pode ser aceito, já que pode abrir precedentes para que a atitude seja tomada em outras ocasiões.
Márcia comenta que não há um prazo legal para que a Procuradoria responda o ofício, mas caso a resposta seja favorável a posição apresentada pela vereadora o projeto aprovado fica sem validade.

Defesa
O autor do projeto, Osvaldo Quaglio (PSDB), afirmou desconhecer o ofício até ser procurado pela reportagem de A COMARCA e defende a forma como a questão foi conduzida. Para ele, não houve qualquer ilegalidade no processo e garante que o caminho trilhado por Mogi Mirim para a oficialização da grafia do nome da cidade foi o mesmo adotado em outras localidades.
Ele garante não se importar com a atitude de Márcia e Esperança e afirma que agora resta esperar a decisão da Procuradoria.
Quaglio afirma que se por ventura for apontada alguma irregularidade no processo ele vai aguardar orientações sobre o tramite correto para, então, segui-lo. “O que eu quero é oficializar o nome da cidade porque foi um pedido que muitos mogimirianos me fizeram”, comenta.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 22/05/10

Assentados tomam a Câmara para pressionar vereadores



Gabriela Zacariotto

Como tem acontecido nas últimas semanas, mais uma vez o plenário da Câmara ficou cheio de populares que foram assistir à sessão. Desta vez, a maioria, cerca de 80 pessoas, eram agricultores do Horto de Vergel e vieram acompanhar a votação do parecer desfavorável conferido pela das Comissões de Justiça e Redação e Finanças e Orçamentos, a um projeto da vereadora Márcia Róttoli de Oliveira Masotti (PT), que influencia diretamente a economia agrícola da cidade.
A proposta da vereadora, que recebeu o parecer contrário, tem o objetivo de tornar obrigatória a compra de 30% dos alimentos utilizados na merenda escolar de agricultores da cidade. Segundo ela, a proposta já consta em uma Lei Federal e há apenas a necessidade de uma regulamentação no município.
Durante a intensa discussão da proposta, os vereadores contrários ao parecer valorizavam os benefícios do projeto e a movimentação da economia mogimiriana.
Já os vereadores que apoiavam o parecer contrário ao projeto defendiam que a medida era inconstitucional, uma vez que a determinação seria de competência do poder executivo e não do legislativo. Outro ponto enfatizado por eles é que como a merenda escolar é terceirizada o projeto de lei deve obrigar a empresa responsável pelo serviço e não a prefeitura fazer a compra dos produtos de agricultores da cidade.
A cada critica feita a medida os assentados se manifestavam no plenário, o que levou o presidente da Câmara, Osvaldo Quaglio (PSDB) a pedir silêncio dos presentes por várias vezes e até mesmo suspender a sessão para que os ânimos se acalmassem, sob a afirmação de que se houvessem mais manifestações por parte do público, a sessão seria suspensa por tempo indeterminado.
Por fim, sob aplausos dos presentes o parecer foi rejeitado por 11 votos a cinco. Agora a proposta de Márcia será encaminhada para a análise da Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social, presidida pela vereadora Maria Alice Mostardinha (PMDB), que votou de forma contraria ao parecer desfavorável ao projeto de lei. Depois de conferido um novo parecer à proposta volta para votação dos vereadores.

Fundação Casa
A mudança de endereço da unidade de semiliberdade da Fundação Casa continua gerando polêmica entre os vereadores.
Desta vez, a discussão partiu para o campo partidário, após a vereadora Márcia afirmar que é pouco provável que se consiga tirar a unidade de Mogi Mirim.
O argumento apresentado por ela é que trazer as unidades Fundação Casa para o interior faz parte da política do governo do PSDB. Em seu discurso ela ainda afirmou não acreditar no sucesso da iniciativa dos moradores do bairro Santa Cruz que já se mobilizaram contra a permanência da unidade no bairro e que há várias semanas acompanham a sessão da Câmara para pressionar os vereadores e buscar informações sobre o assunto.
Em seguida a vereador Maria Helena Scudeler de Barros (PSDB) partiu em defesa do governo estadual e pediu que a discussão não fosse levada para o campo partidário, uma vez que até mesmo o governo federal, do PT, elegia as iniciativas relacionadas ao assunto adotadas no estado de São Paulo.




Matéria publicada no jornal "A Comarca" 22/05/10

Funcionários da Cloroetil fazem paralisação por falta de pagamento


Gabriela Zacariotto

Na última quinta-feira, 20, aproximadamente metade dos funcionários da empresa Cloroetil, realizaram uma paralisação para protestar contra a falta de pagamento.
A empresa do ramo de solventes acéticos está há 27 anos no mercado e conta com cerca de 80 funcionários.
Segundo Claudinei Aparecido Bertassoli, funcionário da Cloroetil, desde o mês de abril os funcionários estão sem pagamento. Além disso, uma parcela do décimo terceiro e a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) também não foram quitadas.
Com a situação, os trabalhadores optaram por suspender as atividades como forma de pressionara empresa a realizar uma negociação. “A empresa começou a vender e a gente não recebeu”, comenta.
A atitude dos trabalhadores deu resultado e no mesmo dia uma reunião aconteceu para que o assunto fosse debatido.
A conversa foi iniciada na porta da empresa pelo proprietário da Cloroetil, Fernão de Almeida Manfredi, que pedia união e recomendava aos trabalhadores para que voltassem ao trabalho. Segundo ele afirmava, a empresa passa por uma situação difícil, mas que está dando sinais de melhora, “eu estou acreditando, mas a empresa precisa funcionar”, afirmava ao explicar que senão houvesse produção e movimentação do caixa não seria possível quitar as dividas com os trabalhadores. “Não funcionar é bobagem, se parar não tem o que fazer”, encerrou.
Logo em seguida, o Gerente Financeiro da Cloroetil, Marcos Freitas, se reuniu com trabalhadores para tentar um acordo. A opção apresentada para os funcionário foi o pagamento das dividas de salários em três sextas-feiras seguidas.
Já quanto ao décimo terceiro e PLR, uma negociação está acontecendo junto ao sindicato para que o pagamento seja parcelado e possa acontecer sempre no dia 30.Com o termino da conversa os trabalhadores optaram por retornar ao trabalho.

Justificativa
Após a reunião, Freitas explicou à reportagem que o atraso nos pagamentos aconteceu por conta de uma grave crise que afetou a empresa. “Em 27 anos de existência foi à primeira crise que fez a empresa atrasar os salários”. Ele afirma ainda que apesar das dificuldades a empresa não dispensou funcionários.
O problema, segundo ele, teve origem na Crise Econômica Mundial, que afetou a economia global no último ano comprometendo os lucros da empresa. A situação teria sido agravada pelo acréscimo no preço do álcool, que é a principal matéria prima da Cloroetil. “Até março foi sofrido e agora em abril, maio, começou a melhorar”, comenta.
Agora, ele afirma que o preço da matéria prima já está normalizado e a empresa começa a melhorar sua situação financeira. Com isso, a intenção é aproveitar o bom momento, “o mercado está muito aquecido, não podemos perder a vez”, afirma.
Ele diz que entende a manifestação dos trabalhadores, uma vez que todos precisam de seus salários, mas mostra que a empresa está disposta a regularizar a situação. “A questão dos pagamentos em dois ou três meses a gente resolve”, explica. Já para que todas as contas sejam colocadas em dia o período é bem maior e estimado em um ano.


Matéria publicada no jornal "A Comarca" 22/05/10

Ambulantes pretendem formar organização para defesa da classe

Gabriela Zacariotto

Um grupo formado por cerca de 15 ambulantes de Mogi Mirim participou, na última sexta-feira, de uma Audiência Pública com vereadores da cidade para discutir a situação da classe.
Os ambulantes estão mobilizados desde a festa do dia 1º de maio, quando não puderam participar do evento organizado pela prefeitura por restrição da própria administração municipal.
Na Audiência Pública, organizada pelo vereador Laércio Rocha Pires (PPS), marcaram presença também Cinoê Duzo (PPS), Rogério Esperança (PDT), Benedito José do Couto, o Dito da Farmácia (PV) e Luis Roberto Tavares, o Robertinho (PSDB).
Durante o encontro os vereadores se mostraram dispostos a colaborar com a causa dos trabalhadores e pediram que eles se unissem para que tenham força em um possível debate coma administração municipal.
Rogério Esperança chegou, inclusive, a comentar que existe um projeto em estudo na prefeitura acabar com os ambulantes que trabalham em pontos fixos e restringir a condição de trabalho dos demais.
Durante o debate, os trabalhadores ambulantes defenderam o direito a atuar na cidade e ainda se queixaram de uma possível intenção do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) de acabar como trabalho de ambulantes em Mogi Mirim, fato que, segundo eles, teria sido declarado em um programa no canal local de televisão.
Outra reclamação dos ambulantes foi que muitos ambulantes de outras cidades vêm para o município e não enfrentam as mesmas exigências e restrições da administração municipal.
Por fim, orientados pelas advogadas Virgínea Parente e Roseli Ferreira Dias, que acompanharam o evento, os trabalhadores organizaram uma comissão para mobilizar o restante dos ambulantes de Mogi Mirim. Por enquanto, os presentes no evento não souberam precisar a quantidade de ambulantes na cidade. Se os trabalhadores conseguirem mobilizar mais ambulantes, futuramente, deve ser organizado algum tipo de organização para a garantia dos direitos da classe.
No próximo dia 27 a Comissão organizada na Audiência Pública deve voltar a se reunir. Desta vez, o objetivo do encontro será iniciar a organização de um evento que pretende reunir todos os ambulantes de Mogi Mirim e ainda começar a formular propostas para a regulamentação da atividade que serão encaminhadas a administração municipal.

Prefeitura
Procurada pela reportagem após o termino da Audiência Pública, a Assessoria de Imprensa da prefeitura esclareceu que a administração municipal não tem qualquer intenção de acabar com o trabalho dos ambulantes em Mogi Mirim.
Segundo foi informado, existe um projeto sobre o assunto em estudo, mas a intenção é apenas regulamentar a atuação dos trabalhadores. Para a elaboração do documento chegou a acontecer, inclusive, uma reunião entre ambulantes e o Chefe de Gabinete, Gérson Rossi Júnior, para debater a questão.
Após o encontro os ambulantes teriam se comprometido a enviar um documento com sugestões de termos que deveriam ser contidos no projeto de lei, mas até o momento a prefeitura não recebeu nada neste sentido.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 22/05/10

segunda-feira, 17 de maio de 2010

SAAE reajusta tarifa de água a partir do próximo mês


Gabriela Zacariotto

O SAAE (Serviço Autônomo de água e Esgotos) divulgou, nesta semana, o aumento da tarifa que será aplicado neste ano. O aumento será referente ao índice do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que é de 5,26%.
O reajuste é referente a todas as atividades da autarquia, inclusive nos serviços como novas ligações e troca de peças.
O novo valor passará a ser cobrado a partir de 12 de junho e seu efeito poderá ser sentido na conta de julho pelos 28 mil e 700 usuários do serviço em Mogi Mirim.
Com o reajuste, segundo o presidente d SAAE, Rodrigo Sernaglia, o valor para a tarifa mínima de consumo passa de R$ 14,50 para R$ 15,27, o que é referente à 10m³ de consumo.
Mesmo com o reajuste Sernaglia não acredita em um grande acréscimo na arrecadação, “é normal, com o aumento do peço aumente a inadimplência”, comenta.
Além disso, o valor do reajuste, segundo o presidente da autarquia, está abaixo do aumento dos principais custos do SAAE, a energia elétrica e a folha de pagamento, que foram reajustados em 12% e 9%, respectivamente. Apesar desta situação, ele acredita que o reajuste será suficiente para manter equilibrada a conta da autarquia, pelo menos por enquanto.
Enquanto pratica apenas o reajuste da inflação eleja adianta que o aumento poderá ser maior no futuro, “ao longo dos anos vai ter uma defasagem, é normal que ao longo dos anos você tenha que dar um reajuste maior”, afirma.
O presidente do SAAE comenta que uma nova alteração no valor da tarifa não pode acontecer no prazo de 12 meses, mas que, futuramente, uma nova taxa pode surgir. A nova cobrança é referente ao tratamento de esgoto e já foi aprovada pela Câmara. “Talvez próximo do fim do ano a gente consiga dizer se vai precisar e quanto será”, diz Sernaglia.
Sem um grande acréscimo na arrecadação a autarquia não deve realizar grandes obras ao longo deste ano. Os investimentos novos devem se concentrar em adequar a rede de água do Linda Chaib, Martim Francisco e Bela Vista. Além disso, vão ter continuidade algumas atividades iniciadas no ano passado, como a telemetria.
Todas as iniciativas têm o objetivo de diminuir a perda de água, que hoje está próxima de 50%, o que é considerado um índice elevado. O objetivo da autarquia é em aproximadamente sete anos reduzir a perda para 25%. O processo pode ser acelerado caso a autarquia receba os investimentos solicitados a outras esferas de governo.


Nova adutora da Zona Note será religada


A nova adutora da Zona Norte deve voltar ao funcionamento, na próxima terça-feira, depois de ter apresentado problemas no ano passado e deixado muitos mogimirianos sem água.
Segundo o presidente do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), Rodrigo Sernaglia, após todo processo de análise foi concluído que o problema registrado foi provocado por uma falha no escoramento da adutora. A falha, segundo ele, aconteceu por parte da empresa responsável pela obra, que teria feito o trabalho de forma mais frágil do que o especificado no projeto.
Além deste mais grave, que causou o rompimento da adutora, outras falhas fora verificadas e sanadas pela empresa, sem novos custos para a autarquia.
Os trabalhos para que a adutora seja religada terão inicio às 3h e devem se estender por quatro horas. A recomendação é para que população economize água para que haja uma reserva em caso de imprevistos.
Depois do início do funcionamento da nova adutora a antiga deve continuar em atividade durante mais um mês, segundo Sernaglia. A intenção é ter uma segunda opção para alguma falha no sistema.

Texto publicado no jornal "A Comarca" 15/05/10

Vereadores aprovam, em primeiro turno, grafia oficial de “Mogi Mirim”

Gabriela Zacariotto

Nesta semana, foi aprovado na Câmara, em primeiro turno, o projeto de lei que determina que a forma de se escrever o nome da cidade de Mogi Mirim é com “g” e em palavras separadas.
A cidade não tem uma forma oficial para a grafia de seu nome e ele pode ser encontrado de diferentes formas nos órgãos municipais, estaduais e federais.
O projeto foi amplamente discutido, já que as opiniões eram bem divergentes. Alguns defendiam que o nome da cidade deveria ser escrito com “g”, outros com “j” e havia até mesmo os que diziam que a forma correta seria uma palavra só, “mojimirim”.
O vereador Rogério Esperança (PDT), chegou a acrescentar no projeto em questão, de autoria de Osvaldo Quaglio (PSDB), que determinava que Mogi Mirim deveria ser escrito com “g” uma emenda dizendo que a forma correta seria Mojimirim.
O debate foi intenso e envolveu a grande maioria dos vereadores.
Alguns, como João Luis Andrade Teixeira (PSB), defendiam que por questões históricas apalavra deveria ser grafada com “g”. Outros, como Cinoê Duzo(PPS) defendiam que o correto seria a palavra com “j”.
Já a vereadora Márcia Rottoli de Oliveira Masotti (PT) tomou um caminho bem diferente no debate do projeto. Segundo ela, a votação da noite não teria qualquer validade, uma vez que é preciso um longo processo para se alterar ou oficializar o nome de uma cidade.
A vereadora comentou que seria preciso um plebiscito, posteriormente o assunto deveria ser encaminhado a Asembleia Legislativa e, por fim, caberia a esfera federal alterar o nome da cidade.
Apesar das opiniões bem divergentes a proposta foi votada na noite de segunda-feira. A emenda de Esperança foi rejeita por 12 votos a quatro e o projeto original de Quaglio aprovado por dez votos a seis.
Apesar de a proposta de escrita de “Mogi Mirim” ter sido aprovada os vereadores contrários a proposta ainda não se deram por vencidos. O vereador pedetista voltou a usar a tribuna para dizer que vai buscar caminhos para tentar fazer com que o projeto não entre em vigor.
Os demais projetos da noite foram todos aprovados.

Fundação Casa
Os moradores do bairro Santa Cruz estiveram, novamente, na sessão para protestar contra a manutenção da unidade da Fundação Casa no bairro.
Desta vez os presentes compareceram munidos de faixas, mas os assunto não teve destaque na noite.


Extraordinária
Após o termino da primeira sessão houve uma sessão extraordinária, convocada na noite de ontem, para deliberar sobre duas questões.
Os projetos em pauta eram de autoria do poder executivo. O primeiro dizia respeito a um convenio com a Secretaria de Estado de Saneamento e Energia, para melhorar o sistema de drenagem urbana, e o outro tratava de um convênio para a compra de um equipamento de terraplenagem.
Apenas 12 vereadores permaneceram no plenário para a segunda sessão e os dois projetos foram aprovados sem qualquer discussão.

Textodivulgado no jornal "A Comarca" 15/05/10

Vacinação contra “Gripe A” e “Gripe Comum” terminam na sexta-feira

Gabriela Zacariotto

Na próxima sexta-feira, 21, vai ser encerrada a campanha de vacinação contra a “Gripe A” e também contra a “Gripe Comum” para idosos com mais de 60 anos.
Contra a “Gripe A”, até o momento, 33 mil pessoas já fora vacinadas. A meta de vacinação, que era de 95% da população total dos grupos de risco determinados pelo Ministério da Saúde, já foi atingida entre os menores de dois anos, doentes crônicos, profissionais da saúde e jovens com idade entre 20 e 29 anos. Agora, falta atingir o objetivo entre os grupos de adultos com idade entre 30 e 39 anos, gestantes e idosos com doenças crônicas.
Na cidade, a meta é vacinar 30 mil pessoas. Apesar do total de vacinados ser superior ao estipulado pelo Ministério não se pode considerar que o objetivo foi atingido. Isso porque, segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Viviane Dainese, no cálculo da população a ser imunizada não está incluído o grupo de doentes crônicos, com isso, para o Ministério a cidade vacinou 20 mil pessoas.
Para atingir a meta até o prazo estipulado a Vigilância está indo à empresas e nas casas de idosos acamados para aplicar a dose.

Idosos
Entre os idosos já foram vacinadas três mil pessoas. No início da campanha apenas os idosos com doenças crônicas estavam recebendo a vacina contra a “Gripe A”. Agora, segundo Viviane, foi enviada uma nova vacina para a cidade, que realiza a imunização tanto contra a “Gripe Comum” quanto contra a “Gripe A”.
O objetivo é imunizar dez mil idosos na cidade.
Texto divulgado no jornal "A Comarca" 15/05/10

FlexPark perde licitação para estacionamento rotativo

A FlexPark, que desde 2004 é responsável pela zona azul de Mogi Mirim, vai deixar o serviço de estacionamento rotativo de Mogi Mirim. A nova empresa responsável pelo serviço será a Rizo Comércio e Serviço Mobiliário Urbano, de Elias Fausto.
O valor do contrato será de R$ 2.2 milhões. Do valor arrecadado mensalmente pela empresa, 10,33% será repassado para a prefeitura.
O contrato terá validade de cinco anos e para a assinatura ainda devem ser acertados alguns pontos. Segundo o diretor do Departamento de Trânsito, Vitor Coppi, entre as discussões que devem acontecer após a assinatura do contrato estão a possibilidade da troca dos parquímetros e botons, além da avaliação da quantidade de vagas para estacionamento. Com isso, é possível que algumas áreas que atualmente não tem estacionamento pago passem a ter futuramente.
Os valores cobrados atualmente, por operação, podem ser reajustados em até R$ 0,20, segundo o Coppi.


Texto divulgado no jornal "A Comarca" 15/05/10

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ambulantes vão à Câmara protestar contra restrições ao trabalho

Gabriela Zacariotto

Na última sessão de Câmara o plenário da Casa de Leis ficou cheio. O público que acompanhava a sessão era composto por moradores do bairro Santa Cruz, que verificam de perto o andamento das negociações sobre a mudança de endereço da Fundação Casa no bairro e por ambulantes descontentes com as dificuldades que encontraram para trabalhar na festa do dia primeiro de maio.
Desta vez, devido às reuniões já realizadas, a Fundação Casa teve menos destaque e o principal assunto da noite foi referente as queixas dos ambulantes.
A reclamação era referente ao ato de que eles não puderam trabalhar na festa promovida pela prefeitura, uma vez que a praça de alimentação foi direcionada as entidades assistenciais da cidade.
Segundo Orlando Rissato, que trabalha com a venda de pastéis e fez parte do movimento, a situação que vivenciaram foi injusta e não houve possibilidade de negociação com o poder público. Com a imposição de que deveria trabalhar distante da festa ele comenta que teve prejuízos. “A única coisa que vendi foi três garrafas de água para o pessoal do tiro de guerra”, reclamou.
Outra reclamação apresentada por ele foi a postura dos fiscais da prefeitura, que teriam sido grosseiros ao falar com ambulantes. “Eles ofenderam trabalhadores”, comentou.
Maria Antonia Gomes Mantovani, que trabalha como ambulante na venda de lanches, também estava revoltada. “Não foi justo o que fizeram”, afirmava. Segundo ela, os ambulantes pagam impostos para a prefeitura o que deve lhes garantir o direito ao trabalho, o que ela afirma que não foi respeitado no dia da festa. Com a restrição ao trabalho ela comenta que um prejuízo de aproximadamente R$ 500,00 na festa.
O casal Dorival de Grava e Mara Isabel, que vende lanches, também marcou presença na manifestação dos ambulantes, frustrados com a situação vivenciada na festa.
Ela, que atua como psicóloga comenta que a maioria dos ambulantes tem outras profissões e realiza a atividade por apreciar a festa e o contato com o público. “Eu adoro fazer isso”, comenta e completa “as pessoas tem direito de trabalhar como autônomo”.
Dorival de Grava além de inconformado com a restrição ao seu trabalho na festa ainda estava descontente com algumas declarações feitas pelo prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) em seu programa na emissora local. “Os ambulante em geral estão muito tristes com as palavras do prefeito, quando ele disse que é sujo, que não tem condições de higiene, os ambulantes são higiênicos sim”, desabafou completando que o prefeito disse ainda que por ele acabaria com os ambulantes da cidade.

Prefeitura
Depois da manifestação na sessão os ambulantes voltaram à Câmara na última quarta-feira para discutir o problema que vêm enfrentando. Logo em seguida eles se dirigiram a prefeitura, onde foram recebidos pelo Chefe de Gabinete, Gerson Rossi Junior, para discutir a questão.
Em nota oficial, a prefeitura informou que cerca de 10 ambulantes estiveram no Gabinete, reivindicando regulamentação para o grupo atuar na cidade.
No encontro, Gerson Rossi teria informado os trabalhadores que nas festas como a de 1º de maio a exploração da praça de alimentação é exclusividade das entidades assistenciais que, neste ano teriam apresentado um pedido uma maior delimitação para os ambulantes sob a alegação de que estava havendo 'concorrência' entre eles.
Para o Chefe de gabinete a reunião foi positiva e chegou ao fim com os ambulantes presentes se comprometeram a protocolar uma série de sugestões para a regulamentação do trabalho ambulante na cidade. As sugestões serão analisadas e podem ser incluídas no projeto de Lei que será elaborado pela prefeitura.
Audiência Pública
Depois da reunião, o vereador Laércio Rocha Pires (PPS) deu início a organização de uma Audiência Pública para discutir a questão. O evento está previsto para o dia 21 de maio, às 9h.

Matéria publicada no jornal "A Comarca" 08/05/10

Após oito meses Comissão encerra trabalhos e proposta de alteração da LOM vai ser lida

Gabriela Zacariotto

A Comissão de Revisão da Lei Orgânica Municipal (LOM), presidida pelo vereador Moacir Genuario (PMDB) terminou o trabalho de análise e alteração que vinha realizando há oito meses. A proposta deve ser lida na próxima sessão. A previsão é para que a votação do projeto aconteça até o início do mês de junho.
Durante o processo, segundo o presidente da Comissão, 288 artigos que compunham o código vigente foram analisados. Muitos deles passaram por alterações e adequações para que ficassem de acordo com as diretrizes da Constituição e com as nomenclaturas vigentes.
Genuario comenta que o trabalho era necessário, uma vez que a LOM de Mogi Mirim foi elaborada a cerca de 20 anos. No próprio documento estava prevista uma revisão após cinco anos de vigência, mas o trabalho foi iniciado apenas no ano passado.
Com o longo período de atraso na revisão, Genuário comenta que vários pontos estavam inadequados as exigências de leis maiores e até mesmo nomenclaturas encontradas estavam em desuso. Com o trabalho o vereador afirma que os problemas foram sanados.
Além das alterações promovidas pela Comissão a revisão da LOM também recebeu sugestões sobre possíveis alterações na lei. As propostas foram avaliadas e segundo Genuario várias delas foram acatadas.
Na votação, os vereadores poderão pedir destaque das alterações sobre as quais desejarem fazer observações e até mesmo para votar contra determinado item e não contra a proposta toda.
Apesar destas condições, Genuario acredita que não deve haver muita polêmica. “Ninguém apresentou emendas sobre as alterações”, comenta. Mesmo acreditando em uma sessão relativamente tranqüila ele vê a possibilidade de algumas votações em separado, “eles já sabem no que vão pedir destaque”, afirma.
Para a aprovação das alterações da LOM é preciso a aprovação de 12 vereadores.

Regimento Interno
Caso o projeto de alteração da LOM seja aprovado, os vereadores devem ter um novo trabalho pela frente, a revisão do Regimento Interno da Câmara. Para a atividade, segundo Genuario, uma nova Comissão deve ser organizada.O prazo para que trabalho seja iniciado é de até três meses após a Lei Orgânica entrar em vigor.
MatériaPublicada no jornal "A Comarca" 08/05/10

Santa Casa rompe contrato com Grupo Godoy

Gabriela Zacariotto

O contrato entre a Santa Casa de Mogi Mirim e o Grupo Godoy, empresa responsável por coordenar o trabalho dos médicos que atuam na UANA (Unidade de Atendimento Não Agendado) e no Pronto Socorro, foi rompido.
A decisão foi tomada após constantes reclamações de falta de médicos plantonistas e de demora no atendimento médico. Nas últimas semanas até mesmo vereadores chegaram a ser chamados pela população para intervir na situação.
Segundo a assessoria de comunicação do hospital o Grupo Godoy vai atuara junto ao hospital apenas até o dia 29 de maio.
Após o fim do contrato apropria Santa Casa vai gerenciar o trabalho dos médicos nas unidades.
A medida foi tomada com o intuito de acabar com as queixas da população sobre a falta de médicos em plantões e demora no atendimento.
Para assumir o gerenciamento dos médicos a assessoria informou que uma equipe do hospital já está percorrendo a região em busca de colaboradores.
Detalhes sobre o rompimento do contrato e sobre o número de profissionais que devem ser contratados para a função não foram divulgados pelo hospital.

Matéria publicada no jornal "A Comarca" 08/05/10

Moradores reclamam de obra do SAAE

Gabriela Zacariotto

As obras do esgoto realizadas pelo SAAE (serviço Autônomo de Águas e Esgotos) na rua Professora Anisabel de Campos Costa, nas proximidades do Horto Florestal estão sendo alvo de críticas dos moradores da região.
Segundo o mecânico de manutenção, Carlos Alberto Pinto da Silva, por vários motivos. Um deles é a grande quantidade de buracos que gerou na rua e que não foram corretamente arrumados. “Eles só jogaram um concreto por cima”, explica.
Segundo ele, devido à forma incorreta da manutenção existe muita poeira na região, o que prejudica a moradores do local.
Mas, mesmo antes de os buracos serem tampados de forma considerada incorreta o transtorno já existia. Segundo o morador quando chovia eles conviviam com barro e quando não chovia com a poeira. Devido a situação ele explica que a lavagem da frente das casas se tornou mais frequente, o que causou um aumento acentuado nas contas de água.
Outro ponto de critica apresentado por ele foi o fato de o entulho resultante da obra ter sido jogado dentro do córrego existente no local, o que ele encara como um desrespeito. “A gente não pode fazer isso”, diz.
Para ele, a obra foi feita de uma maneira desrespeitosa a população, “eles fizeram tudo como quiseram”, diz.
Silva, descontente com a situação, procurou o SAAE para tentar resolver a situação. Ele comenta que o presidente da autarquia Rodrigo Sernagliam esteve presente no local, mas não se mostrou disposto a manter um diálogo com a população. “O cara foi lá com nariz empinado”, reclamou o morador. Segundo ele, o presidente da autarquia não deu atenção às reclamações.
Quanto a queixa sobre aumento de consumo de água em virtude da obra, Sernaglia teria dito que nada pode ser feito em relação ao aumento no consumo de água, mas que se quisessem os moradores poderiam apresentar um requerimento, adiantando que a iniciativa não teria grandes possibilidades de sucesso.
Revoltado com a situação Silva disse que vai se reunir com outros moradores da região para procurar o Ministério Público para reclamar da situação vivenciada por eles. “O cidadão que paga os impostos nessa cidade está abandonado”, desabafou.

SAAE
Segundo informações da Assessoria de Imprensa da prefeitura, por meio de nota oficial, foi informado ao morador que o asfalto está programado para a primeira quinzena de maio. Todo o serviço realizado no local seguiu projetos técnicos feitos por engenheiros, profissionais capacitados a executar os projetos para a realização das obras. Quanto ao entulho a alegação é de que o SAAE desconhece que a empresa tenha feito isso.
Já em relação ao valor da conta, o SAAE não pode atender o pedido de desconto sob a alegação de alto consumo por conta das obras.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 08/05/10

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dengue na região central já é tratada como epidemia


Da Redação

A transmissão da dengue não demonstra que dará trégua na cidade. Nesta semana, novos casos foram confirmados e a cidade já atinge 109 contaminações pela doença em 2010, (95 autóctones e 14 importadas), e 138 mogimirianos aguardam resultados de exames.
A situação mais critica é verificada na região central, onde a transmissão da doença já é encarada como epidemia.
Para tentar impedir um avanço da doença na região, de acordo com informações da Vigilância Epidemiológica (VE) a área região está sendo trabalhada e todos os quarteirões já foram visitados para realização de Bloqueio e Controle de Criadouros.
A Nebulização também ocorre na área, mas é dificultada pela característica comercial do local, já que existem algumas contra-indicações nestes casos.
Outro ponto que dificulta o trabalho é a grande quantidade de imóveis desocupados na área central de Mogi Mirim. Para tentar resolver o problema a VE informa que busca apoio jurídico e do Ministério Público para ter acesso a estes imóveis sem a obrigatoriedade da autorização do proprietário.
Apesar de a situação ser mais complexa no Centro, as demais áreas de Mogi Mirim também registram casos de dengue (veja os números no quadro) e o trabalho de combate a doença também se entende para os bairros. Com isso, neste sábado, 1, vai acontecer uma arrastão em conjunto com a Unidade Básica de saúde do Santa Clara na região dos Bairros da Santa Luzia, Flamboyant e Bicentenário onde existem com muitos suspeitos e 18 confirmados.


Texto publicado no jornal "A Comarca" 01/05/10

Audiência Pública apresenta previsões orçamentárias para 2011

Gabriela Zacariotto

No final da tarde da última quinta-feira, 29, o Departamento Financeiro da Prefeitura realizou uma Audiência Pública para tratar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com as primeiras previsões para 2011.
O evento foi coordenado pelo Diretor do Departamento Roberto de Oliveira Júnior, contando com a participação de diversos membros da administração municipal e do prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB).
Segundo as explicações de Oliveira Júnior, a realização de Audiências para abordar o Orçamento Municipal é exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Nas explicações, Oliveira Júnior, disse que a arrecadação em 2010, até este momento, está abaixo previsto, mas as expectativas para 2011 são otimistas. “2011 tem tudo para ser melhor”, diz Oliveira Júnior.
De acordo com as previsões, a maioria das receitas deve ter um acréscimo, de 5%, o que equivale ao índice de inflação. Já a previsão para a arrecadação de ICMS está com expectativas de melhorar ainda mais chegando a 20%. Já para ITBI, ISSQN e Taxas a previsão é que a arrecadação cresça 10%.
A previsão é para que no próximo ano a arrecadação municipal atinja o índice de R$ 196.413.612,43. Deste total, a maioria dos investimentos, cerca de 50%, deve ficar para a área da saúde e educação.
Para o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), a previsão é para que a receita de 2011 chegue a R$ 20.748.000,00. Para tentar aumentar a arrecadação da autarquia vários investimentos estão ocorrendo no sentido de aumentar a arrecadação.
Os valores apresentados nesta Audiência Pública podem sofrer alterações até a elaboração do LDO que será aprovada pela Câmara.

Texto publicado no jornal "A Comarca" 01/05/10

Atendimento na Santa Casa recebe novas críticas da população

Gabriela Zacariotto

O atendimento na Santa Casa de Mogi Mirim foi, novamente, alvo de criticas por parte da população, na última terça-feira.
Na Uana (Unidade de Atendimento Não Agendado) a fila de espera para o atendimento era grande e no fim da tarde ainda não haviam sido atendidos pacientes que lá chegaram antes das 9h.
Segundo foi informado pela gerente da unidade, Cinthia Hunger, a demora no atendimento registrada no dia se devia a falta de dois médicos plantonistas, que simplesmente não compareceram para o trabalho, sem aviso prévio ou justificativa. Com a situação ela afirma que a Uana vai adotar as medidas cabíveis contra os profissionais e representá-los junto ao Conselho Regional de medicina (CRM).
Segundo Ela, com isso a Uana contava com apenas uma médico para o atendimento de toda a população, o que provocava a demora no atendimento, já que eram priorizados os casos de emergência.
Segundo ela, o Grupo Godoy, empresa terceirizada que contrata os médicos que atendem na unidade, foi comunicada da situação, mas não conseguiu encontrar profissionais dispostos a assumir o plantão.
Para ela, o problema da demora no atendimento poderia ser amenizado se os pacientes se conscientizassem de que devem procurar o hospital apenas em casos graves. “Esse aciente que está com dor nas costas deveria ter ido no postinho e agendado uma consulta com o clínico”, explica.


Santa Casa
Por meio de nota oficial, a Assessoria de Comunicação da Santa Casa explicou que o Grupo Godoy afirma que tem ocorrido “boicote” por parte de alguns médicos que deveriam comparecer ao plantão, entretanto, não comparecem, gerando transtornos tanto para os usuários quanto para a Godoy e para a Santa Casa.
A assessoria afirma ainda que há uma grande dificuldade de encontrar profissionais médicos que cubram essas ausências, devido a compromissos em outros estabelecimentos de saúde.
Segundo as informações do hospital, na noite de terça-feira o atendimento já estava normalizado.
Vereadores
A vereadora e médica Maria Alice Mostardinha (PMDB) e Laércio Rocha Pires (PPS) estiveram no local para verificar a situação.
Depois de verificar os problemas ocorridos no local, Maria Alice disse que vai levar o caso ao Ministério Público para que o caso seja investigado e as providencias cabíveis sejam adotadas.

UTI
oxOutro caso grave foi verificado, no mesmo dia, no Pronto Socorro do hospital. A técnica em enfermagem, Simone Sumachi, acompanhava sua cunhada – Lucia Sumachi – que havia sofrido um infarto na noite anterior.
Segundo ela, desde às 22h do dia anterior a paciente aguardava uma vaga na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), para que fosse internada e recebesse o tratamento adequado para seu caso.
Segundo Simone, não havia vaga para a internação e Lucia estava em uma sala de observação por quase 20 horas aguardando a transferência para a UTI.
Simone comentou que onde estava, Lucia, não recebia o atendimento adequado para seu caso e corria risco de morte caso ocorresse qualquer complicação em seu caso, uma vez que no local não existiam todos os equipamentos adequados.
Apenas no final da tarde de terça-feira Lucia foi transferida para a UTI.
Rebatendo as criticas de Simone, a Assessoria de Comunicação do hospital informou que a paciente estava na sala de emergência e não corria qualquer risco de complicação por não estar na UTI. Segundo as informações prestadas no local a paciente estava sendo assistida corretamente e monitorada, já que o local oferece os mesmos recursos da UTI.

Texto publicado no jornal "A Comarca" 01/05/10

Nova programação do “Cine-Nora” conta com o clássico “Tempos Modernos”

Gabriela Zacariotto

Em seu terceiro mês de atividade o projeto “Cine-Nora”, realizado na escola Monsenhor Nora, divulga uma nova programação de filmes para os estudantes da e toda a comunidade.
Neste mês, vão ser exibidos os filmes: “Tempos Modernos”, “O Contador de Histórias”, “Pulp Fiction-Tempo de violência”, “Ran” e “A Liberdade é Azul”.
O Cine-Nora acontece aos sábados e consiste em exibições de filmes clássicos. O evento faz parte do programa “Escola da Família” e acontece das 14h50 às 17h, com entrada franca.
Sempre após os filmes, acontece um debate entre os professores, alunos e demais presentes, buscando conversar e esclarecer pontos sobre assuntos relacionados à filosofia da arte, sociedade e cultura de um modo geral.
Além dos debates após os filmes os temas tratados também têm repercussão nas salas de aula com um trabalho aprofundado nas disciplinas de história e filosofia.

Programação

01/05 - Tempos Modernos
08/05 - O Contador de Histórias
15/05 - Pulp Fiction-Tempo de violência
22/05 - Ran
29/05 - A Liberdade é Azul
Texto publicado no jornal "A Comarca" 01/05/10

Cine Tela Brasil leva, gratuitamente, cinema a população

Da Redação

O Cine Tela Brasil realiza, até a próxima quarta-feira, 5, uma oficina itinerante de áudio-visual na cidade. O curso atende 20 pessoas, que aprendem técnicas relacionadas ao assunto enquanto produzem um filme curta-metragem.
O material produzido pelos integrantes da oficina vai ser exibido em uma apresentação, gratuita, que acontecerá no dia 8 de maio, no Espaço Cidadão.
Para a exibição dos filmes, o Cine Tela Brasil vai montar, em uma tenda, uma sala de cinema, assim como é feito em todas as cidades por onde passa o programa. O local tem espaço para atender 225 pessoas.
Além dos curtas produzidos na cidade, no local serão exibidos filmes variados, todos gratuitamente, com o objetivo de atrair a atenção do público mogimiriano para a sétima arte. De acordo com a programação, serão 11 apresentações. Confira a programação:

Programação do Cine Tela Brasil
Quinta e sexta
- 8h30: O grilo feliz e os insetos gigantes (Livre)
- 10h: A era do gelo 3 (Livre)
- 13h30: O menino da porteira (12 anos)
- 15h: Se eu fosse você 2 (10 anos)
Sábado
- 14h30: A era do gelo 3 (Livre)
- 18h30: Exibição dos curtas das Oficinas Tela Brasil
- 20h: Se eu fosse você 2 (10 anos)

Texto publicado no jornal "A Comarca" 01/05/10