Gabriela Zacariotto
A vereadora, Márcia Rottoli de Oliveira Masotti (PT), deu entrada em uma representação no Ministério Público solicitando que o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) seja obrigado a fornecer os documentos solicitados pela Comissão Especial de Educação, presidida por ela.
Segundo a vereadora, há 45 dias a Comissão teria solicitado que a prefeitura encaminhasse alguns documentos referentes ao patrimônio histórico das escolas e da Estação Educação, além da uma relação com nomes e salários dos funcionários do departamento.
As informações, segundo ela, são importantes para que a Comissão analise a aplicação de verbas do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) na educação de Mogi Mirim.
Márcia comenta que quando ocorreu a solicitação dos documentos a prefeitura solicitou um prazo para encaminhar a resposta. O prazo legal para que a prefeitura atendesse aos pedidos é de 15 dias.
A petista afirma que a Comissão não se opôs ao pedido e apenas questionou a administração municipal a respeito de quando a resposta seria encaminha. Márcia comenta também que a prefeitura chegou a afirmar que os gastos com as cópias seria grande e sugeriu que a analise dos papeis fosse feita no próprio departamento.
A sugestão foi considerável inviável, segundo Márcia, já que as reuniões da Comissão acontecem no período noturno e a prefeitura teria gastos extras para manter um funcionário trabalhando no período extra para atender aos vereadores. Para solucionar a questão a petista diz que garantiu que a Comissão de Educação arcaria com os gastos com cópias. Segundo ela, a prefeitura não deu qualquer posição quanto ao fato.
A vereadora comenta que a prefeitura não determinou o prazo necessário para encaminhar a documentação e não tomou qualquer atitude para atender ao pedido da Comissão. Com a situação a vereadora diz não ter encontrado outro caminho além da representação. “A gente já esperou bastante”, diz.
Para a vereadora, a falta da reposta do poder público está prejudicando o trabalho da Comissão, “sem os documentos fica difícil”, comenta.
Macia afirma que não há um limite de dias para que a resposta seja encaminhada, mas ela afirma acreditar que o processo será acelerado com a intervenção do Ministério Público.


