segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Departamento de Saúde comemora resultado de auditoria

Gabriela Zacariotto

O Departamento de Saúde de Mogi Mirim comentou, em entrevista coletiva, o resultado da auditoria realizada pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), na cidade em abril deste ano.
A prefeitura se manifestou quanto à questão após a polêmica verificada na sessão de Câmara desta semana, quando vários vereadores criticaram o comunicado feito pela administração municipal no jornal oficial do município, no qual era apontado que nenhum problema foi verificado na área.
A atividade ocorreu a pedido do Ministério Público, após a Comissão de Saúde, formada por vereadores, ter apresentado denúncias ao órgão.
As queixas dos legisladores eram referentes à falta de medicamentos, falha no atendimento da atenção básica e atraso no repasse de verbas para a Santa casa. Os problemas teriam sido verificados no quarto trimestre de 2008 e nos dois primeiros de 2009, período que foi avaliado pelos auditores.
Segundo a enfermeira responsável pela auditoria técnica municipal, Patrícia Santon, nenhuma inconformidade foi apontada pelos auditores durante o período que analisaram a situação da saúde pública na cidade.
A auditoria teria verificado, segundo ela, toda a parte da atenção básica de saúde, desde a estrutura existente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) até a fila para agendamento de exames que segundo e a não apresenta fila para atendimento.
Os exames verificados na auditoria são considerados procedimentos simples, como exame de sangue e raios-X simples, já os demais procedimentos não foram avaliados na auditoria.
Patrícia afirmou que os únicos pontos que necessitavam de melhorias de acordo com o relatório da avaliação do Denasus eram os prédios da UBS’s do Parque do estado II e do Jardim Planalto.
Para resolver a situação, dois novos prédios devem ser construídos pela administração municipal para abrigar os serviços, mas a previsão é para que as obras ainda demorem.
A UBS do Parque do Estado II deve ser iniciada no próximo ano, já quanto o segundo imóvel não tem data prazo determinado para o começo das obras que podem ficar para 2012.
Na área financeira, a Coordenadora da Divisão de Gestão e Finanças, Valdelice Souza, nenhuma irregularidade foi apontada. Desta forma, o Departamento de Saúde considera que as condições de atendimento em Mogi Mirim estão adequadas.
Caso alguma irregularidade tivesse sido verificada pelo Denasus, até mesmo o repasse de verbas do SUS (Sistema único de Saúde) para a cidade poderia ter sido suspenso.
Como este não foi o caso, a prefeitura apenas deve solucionar os problemas apontados nos imóveis, mas um prazo não foi determinado pelo órgão.
Uma nova visita deve ser feita para a verificação das atitudes tomadas pela administração municipal para solucionar as pendências verificas, porém a data é agendada com apenas 15 dias de antecedência.

Outros

As outras áreas da saúde mogimiriana como, por exemplo, as filas de espera para a realização de alguns exames não foram comentadas pela auditoria.

Matéria publicada no Jornal Cidade - Mogi Guaçu

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