Gabriela Zacariotto
Na última quarta-feira a Comissão de Educação, presidida pela vereadora Márcia Rottoli de Oliveira Masotti (PT) e composta por Benedito José do Couto, o Dito da Farmácia (PV) e Orivaldo Magalhães (PSB), apresentou mais uma etapa do trabalho de análise das condições da área educacional da cidade que estão desenvolvendo. Desta vez, os dados apresentados foram referentes a merenda escolar.
Segundo Márcia, nos últimos dias aconteceu uma reunião entre representantes da empresa Coan, que terceiriza a merenda na cidade, da prefeitura e os membros da Comissão. No encontro, os vereadores fizeram questionamentos e criticas a comida que é servida aos estudantes mogimirianos.
Os vereadores discordam da alimentação oferecida, que para eles não observa as regras para uma alimentação balanceada. Eles afirmaram que é comum as crianças receberem macarrão ou pão com salsicha e farofa com calabresa, o que eles consideram inadequado. “Eles servem bastante porque é um alimento barato”, criticou Márcia.
Outro ponto abordado por eles em relação a qualidade nutricional foi a questão do intervalo entre as refeições. Os vereadores reclamam que as crianças tem um intervalo de menos de duas horas e meia entre as refeições, o que pode levar a uma ingestão excessiva de alimentos, favorecendo os casos de obesidade infantil.
A sugestão apresentada nestes casos foi transferir o horário do intervalo para mais tarde. Já na questão do cardápio os vereadores apresentaram a alternativa de haver um diálogo com as crianças para que se chegue a um cardápio balanceado que agrade o paladar dos pequenos.
Discordando da qualidade da alimentação, os vereadores também criticaram os altos custos envolvidos para o custeio da merenda.
Segundo foi colocado, em 2005, antes da terceirização da merenda escolar, a prefeitura gastaria R$ 950 mil por ano com a alimentação das crianças. Em 2006, quando a iniciativa privada assumiu o serviço este valor teria passado para R$ 4,4 milhões.
Hoje, segundo os vereadores, o valor cobrado para o café da manhã é de R$ 0,80 por criança, para a merenda de R$ 1,24 e a diária das creches atinge R$ 3,27. Para eles, com estes valores as crianças poderiam receber alimentos com uma qualidade muito superior a oferecida atualmente.
Além disso, os vereadores criticam a falta de alimentos que ocorre algumas vezes, principalmente nos fim de mês, o que para eles não se justifica, devido aos altos valores envolvidos no contrato.
Eles devem analisar, nos próximos dias, as notas de compra apresentadas pela empresa para avaliar os a valores apontados e as possíveis substituições de ingredientes por outros mais baratos.
Outro ponto abordado pelos membros da Comissão foi a conservação das cozinhas das escolas municipais e estaduais.
Os vereadores, em uma etapa anterior do trabalho, já haviam criticado a qualidade da manutenção das cozinhas das escolas que apresentam equipamentos danificados, enferrujados e alocados de forma incorreta.
A responsabilidade por esta manutenção é da empresa Coan. Segundo os vereadores, os representantes da empresa ficaram surpresos com os dados apresentados e os justificaram como falha operacional, se comprometendo a resolver a questão rapidamente.
Ainda na questão da conservação das cozinhas os vereadores trataram da substituição de alguns equipamento danificados.
Segundo eles, a empresa deve consertar os aparelho danificados e não trocá-los por novos. A preocupação neste ponto é porque não são feitas doações dos novos produtos e, no caso de um rompimento do contrato, a Coan poderia levar os materiais embora e deixar as cozinhas de escolas prejudicadas.
Neste sentido, os membros da Comissão informação comentaram que houve uma divergência na interpretação do contrato. Isto porque, a empresa faz a substituição quando considera que os custos para conserto não são vantajosos frente a compra de um produto novo e não se sentem obrigados a fazer a doação.
Neste ponto a Coan teria se comprometido a fazer uma nova avaliação do contrato.
Patrimônio
Na última coletiva, os vereadores comentaram que havia algumas divergências entre valores de compra de materiais para escolas e também no relatório apresentado com as propriedades das escolas.
Segundo Márcia, a questão foi explicada.
Ela comenta que segundo informações da administração municipal houve uma troca de sistema que “bagunçou” os dados dos bens municipais, resultando no problema verificado pelos vereadores.
A vereadora explicou que apenas em alguns casos a administração considerou os produtos como “desaparecidos”. Para saber o que houve foi aberta sindicância nos casos possíveis e em outros não houve possibilidade de investigação.
Já na questão dos valores discrepantes a justificativa foi erro de digitação.
A Comissão de Educação continua criticando da demora da prefeitura em encaminhar os dados solicitados para a continuação do trabalho.
Com isso, eles cogitam a hipótese de contratar uma advogado para solicitar os documentos por via judicial.
Os trabalhos da Comissão devem continuar até agosto. Agora, as atenção serão voltadas para a análise das verbas aplicadas na área.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 19/06/10
Na última quarta-feira a Comissão de Educação, presidida pela vereadora Márcia Rottoli de Oliveira Masotti (PT) e composta por Benedito José do Couto, o Dito da Farmácia (PV) e Orivaldo Magalhães (PSB), apresentou mais uma etapa do trabalho de análise das condições da área educacional da cidade que estão desenvolvendo. Desta vez, os dados apresentados foram referentes a merenda escolar.
Segundo Márcia, nos últimos dias aconteceu uma reunião entre representantes da empresa Coan, que terceiriza a merenda na cidade, da prefeitura e os membros da Comissão. No encontro, os vereadores fizeram questionamentos e criticas a comida que é servida aos estudantes mogimirianos.
Os vereadores discordam da alimentação oferecida, que para eles não observa as regras para uma alimentação balanceada. Eles afirmaram que é comum as crianças receberem macarrão ou pão com salsicha e farofa com calabresa, o que eles consideram inadequado. “Eles servem bastante porque é um alimento barato”, criticou Márcia.
Outro ponto abordado por eles em relação a qualidade nutricional foi a questão do intervalo entre as refeições. Os vereadores reclamam que as crianças tem um intervalo de menos de duas horas e meia entre as refeições, o que pode levar a uma ingestão excessiva de alimentos, favorecendo os casos de obesidade infantil.
A sugestão apresentada nestes casos foi transferir o horário do intervalo para mais tarde. Já na questão do cardápio os vereadores apresentaram a alternativa de haver um diálogo com as crianças para que se chegue a um cardápio balanceado que agrade o paladar dos pequenos.
Discordando da qualidade da alimentação, os vereadores também criticaram os altos custos envolvidos para o custeio da merenda.
Segundo foi colocado, em 2005, antes da terceirização da merenda escolar, a prefeitura gastaria R$ 950 mil por ano com a alimentação das crianças. Em 2006, quando a iniciativa privada assumiu o serviço este valor teria passado para R$ 4,4 milhões.
Hoje, segundo os vereadores, o valor cobrado para o café da manhã é de R$ 0,80 por criança, para a merenda de R$ 1,24 e a diária das creches atinge R$ 3,27. Para eles, com estes valores as crianças poderiam receber alimentos com uma qualidade muito superior a oferecida atualmente.
Além disso, os vereadores criticam a falta de alimentos que ocorre algumas vezes, principalmente nos fim de mês, o que para eles não se justifica, devido aos altos valores envolvidos no contrato.
Eles devem analisar, nos próximos dias, as notas de compra apresentadas pela empresa para avaliar os a valores apontados e as possíveis substituições de ingredientes por outros mais baratos.
Outro ponto abordado pelos membros da Comissão foi a conservação das cozinhas das escolas municipais e estaduais.
Os vereadores, em uma etapa anterior do trabalho, já haviam criticado a qualidade da manutenção das cozinhas das escolas que apresentam equipamentos danificados, enferrujados e alocados de forma incorreta.
A responsabilidade por esta manutenção é da empresa Coan. Segundo os vereadores, os representantes da empresa ficaram surpresos com os dados apresentados e os justificaram como falha operacional, se comprometendo a resolver a questão rapidamente.
Ainda na questão da conservação das cozinhas os vereadores trataram da substituição de alguns equipamento danificados.
Segundo eles, a empresa deve consertar os aparelho danificados e não trocá-los por novos. A preocupação neste ponto é porque não são feitas doações dos novos produtos e, no caso de um rompimento do contrato, a Coan poderia levar os materiais embora e deixar as cozinhas de escolas prejudicadas.
Neste sentido, os membros da Comissão informação comentaram que houve uma divergência na interpretação do contrato. Isto porque, a empresa faz a substituição quando considera que os custos para conserto não são vantajosos frente a compra de um produto novo e não se sentem obrigados a fazer a doação.
Neste ponto a Coan teria se comprometido a fazer uma nova avaliação do contrato.
Patrimônio
Na última coletiva, os vereadores comentaram que havia algumas divergências entre valores de compra de materiais para escolas e também no relatório apresentado com as propriedades das escolas.
Segundo Márcia, a questão foi explicada.
Ela comenta que segundo informações da administração municipal houve uma troca de sistema que “bagunçou” os dados dos bens municipais, resultando no problema verificado pelos vereadores.
A vereadora explicou que apenas em alguns casos a administração considerou os produtos como “desaparecidos”. Para saber o que houve foi aberta sindicância nos casos possíveis e em outros não houve possibilidade de investigação.
Já na questão dos valores discrepantes a justificativa foi erro de digitação.
A Comissão de Educação continua criticando da demora da prefeitura em encaminhar os dados solicitados para a continuação do trabalho.
Com isso, eles cogitam a hipótese de contratar uma advogado para solicitar os documentos por via judicial.
Os trabalhos da Comissão devem continuar até agosto. Agora, as atenção serão voltadas para a análise das verbas aplicadas na área.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 19/06/10
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