terça-feira, 6 de julho de 2010

Gripe H1N1 fecha escola na Zona Norte

Da Redação

A Vigilância Epidemiológica de Mogi Mirim confirmou quatro casos da gripe H1N1, a gripe suína, em adolescentes que têm entre 10 e 14 anos. Nenhum deles ficou internado e passam bem.
Três destes casos estão incluídos em um surto da doença registrado em uma escola estadual localizada na Zona Norte da cidade. A unidade chegou a ficar fechada, mas já voltou ao normal.
Atualmente, a V.E. não registra nenhum paciente aguardando resultado de exame ou que está sob suspeita da gripe H1N1.
Segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Viviane Dainese, o período frio registrado atualmente é propício a transmissão da doença, uma vez que as pessoas tendem a ficar em locais fechados e mais próximas, para se aquecer.
Por causa do surto o Departamento de Saúde começou a intensificar as ações de prevenção e controle da gripe A. As ações estão sendo focadas na Zona Norte – onde há casos confirmados. As escolas, UBS’s, supermercados e outros estabelecimentos que concentram grande fluxo de pessoas receberão orientações quanto aos riscos da doença.
Para Viviane, neste ano ainda devem ser registrados casos da doença, mas a situação deve ser mais facilmente controlada do que no ano passado. O motivo é que agora as pessoas já conhecem a doença, os cuidados e os grupos de risco foram vacinados contra o vírus.
Com isso, a expectativa é para que não haja óbitos provocados pela doença em Mogi Mirim.
Para evitar que a doença se espalhe, as recomendações são as mesmas do ano passado e baseadas na higiene como: lavar as mãos com água e sabão antes das refeições, evitar tocar os olhos, nariz ou boca após os contatos com superfícies, manter os ambientes ventilados entre outras. “As orientações não serão restritas para a Zona Norte. Paralelamente, os trabalhos serão feitos nos quatro cantos da cidade com o objetivo de se evitar uma epidemia da doença”, explicou Viviane Dainese, enfermeira da V.E.
Além disso, a população também deve se atentar para os sintomas da doença. São eles: febre alta de maneira repentina (superior a 38ºC) e tosse, acompanhadas de dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e dificuldades respiratórias.
Segundo Viviane, Mogi Mirim atingiu as expectativas de vacinação contra a doença e isso será importante neste período. Na cidade, cerca de 30 mil pessoas foram vacinadas contra a doença.
O Ministério de Saúde enviou recentemente um estoque de vacinas que podem ser disponibilizadas a outros grupos que não aqueles definidos pelo Governo Federal. As doses estão sendo aplicadas em profissionais do Departamento de Educação. Caso haja sobra, as doses podem ser aplicadas em pessoas de outros grupos. Para o Ministério da Saúde estas pessoas entraram na conta de imunização de doentes crônicos.
Nos casos em que ocorra suspeita da doença, o medicamento indicado é o Tamiflu. O medicamento poderá ser retirado, gratuitamente, na Farmácia Popular e na Vigilância Epidemiológica, quando receitado pelo médico. Nos casos em que a recomendação seja feita em finais de semana ou a noite os pacientes devem retirá-lo no Hospital Municipal “Doutor Tabajara Ramos”, em Mogi Guaçu. Já na Santa Casa de Mogi Mirim o medicamento será fornecido apenas para os pacientes que estiverem internados.
Em 2009, Mogi Mirim registrou 48 casos confirmados e dois óbitos.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 03/07/10

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