segunda-feira, 3 de maio de 2010

Atendimento na Santa Casa recebe novas críticas da população

Gabriela Zacariotto

O atendimento na Santa Casa de Mogi Mirim foi, novamente, alvo de criticas por parte da população, na última terça-feira.
Na Uana (Unidade de Atendimento Não Agendado) a fila de espera para o atendimento era grande e no fim da tarde ainda não haviam sido atendidos pacientes que lá chegaram antes das 9h.
Segundo foi informado pela gerente da unidade, Cinthia Hunger, a demora no atendimento registrada no dia se devia a falta de dois médicos plantonistas, que simplesmente não compareceram para o trabalho, sem aviso prévio ou justificativa. Com a situação ela afirma que a Uana vai adotar as medidas cabíveis contra os profissionais e representá-los junto ao Conselho Regional de medicina (CRM).
Segundo Ela, com isso a Uana contava com apenas uma médico para o atendimento de toda a população, o que provocava a demora no atendimento, já que eram priorizados os casos de emergência.
Segundo ela, o Grupo Godoy, empresa terceirizada que contrata os médicos que atendem na unidade, foi comunicada da situação, mas não conseguiu encontrar profissionais dispostos a assumir o plantão.
Para ela, o problema da demora no atendimento poderia ser amenizado se os pacientes se conscientizassem de que devem procurar o hospital apenas em casos graves. “Esse aciente que está com dor nas costas deveria ter ido no postinho e agendado uma consulta com o clínico”, explica.


Santa Casa
Por meio de nota oficial, a Assessoria de Comunicação da Santa Casa explicou que o Grupo Godoy afirma que tem ocorrido “boicote” por parte de alguns médicos que deveriam comparecer ao plantão, entretanto, não comparecem, gerando transtornos tanto para os usuários quanto para a Godoy e para a Santa Casa.
A assessoria afirma ainda que há uma grande dificuldade de encontrar profissionais médicos que cubram essas ausências, devido a compromissos em outros estabelecimentos de saúde.
Segundo as informações do hospital, na noite de terça-feira o atendimento já estava normalizado.
Vereadores
A vereadora e médica Maria Alice Mostardinha (PMDB) e Laércio Rocha Pires (PPS) estiveram no local para verificar a situação.
Depois de verificar os problemas ocorridos no local, Maria Alice disse que vai levar o caso ao Ministério Público para que o caso seja investigado e as providencias cabíveis sejam adotadas.

UTI
oxOutro caso grave foi verificado, no mesmo dia, no Pronto Socorro do hospital. A técnica em enfermagem, Simone Sumachi, acompanhava sua cunhada – Lucia Sumachi – que havia sofrido um infarto na noite anterior.
Segundo ela, desde às 22h do dia anterior a paciente aguardava uma vaga na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), para que fosse internada e recebesse o tratamento adequado para seu caso.
Segundo Simone, não havia vaga para a internação e Lucia estava em uma sala de observação por quase 20 horas aguardando a transferência para a UTI.
Simone comentou que onde estava, Lucia, não recebia o atendimento adequado para seu caso e corria risco de morte caso ocorresse qualquer complicação em seu caso, uma vez que no local não existiam todos os equipamentos adequados.
Apenas no final da tarde de terça-feira Lucia foi transferida para a UTI.
Rebatendo as criticas de Simone, a Assessoria de Comunicação do hospital informou que a paciente estava na sala de emergência e não corria qualquer risco de complicação por não estar na UTI. Segundo as informações prestadas no local a paciente estava sendo assistida corretamente e monitorada, já que o local oferece os mesmos recursos da UTI.

Texto publicado no jornal "A Comarca" 01/05/10

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