Gabriela Zacariotto
Na última sessão de Câmara o plenário da Casa de Leis ficou cheio. O público que acompanhava a sessão era composto por moradores do bairro Santa Cruz, que verificam de perto o andamento das negociações sobre a mudança de endereço da Fundação Casa no bairro e por ambulantes descontentes com as dificuldades que encontraram para trabalhar na festa do dia primeiro de maio.
Desta vez, devido às reuniões já realizadas, a Fundação Casa teve menos destaque e o principal assunto da noite foi referente as queixas dos ambulantes.
A reclamação era referente ao ato de que eles não puderam trabalhar na festa promovida pela prefeitura, uma vez que a praça de alimentação foi direcionada as entidades assistenciais da cidade.
Segundo Orlando Rissato, que trabalha com a venda de pastéis e fez parte do movimento, a situação que vivenciaram foi injusta e não houve possibilidade de negociação com o poder público. Com a imposição de que deveria trabalhar distante da festa ele comenta que teve prejuízos. “A única coisa que vendi foi três garrafas de água para o pessoal do tiro de guerra”, reclamou.
Outra reclamação apresentada por ele foi a postura dos fiscais da prefeitura, que teriam sido grosseiros ao falar com ambulantes. “Eles ofenderam trabalhadores”, comentou.
Maria Antonia Gomes Mantovani, que trabalha como ambulante na venda de lanches, também estava revoltada. “Não foi justo o que fizeram”, afirmava. Segundo ela, os ambulantes pagam impostos para a prefeitura o que deve lhes garantir o direito ao trabalho, o que ela afirma que não foi respeitado no dia da festa. Com a restrição ao trabalho ela comenta que um prejuízo de aproximadamente R$ 500,00 na festa.
O casal Dorival de Grava e Mara Isabel, que vende lanches, também marcou presença na manifestação dos ambulantes, frustrados com a situação vivenciada na festa.
Ela, que atua como psicóloga comenta que a maioria dos ambulantes tem outras profissões e realiza a atividade por apreciar a festa e o contato com o público. “Eu adoro fazer isso”, comenta e completa “as pessoas tem direito de trabalhar como autônomo”.
Dorival de Grava além de inconformado com a restrição ao seu trabalho na festa ainda estava descontente com algumas declarações feitas pelo prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) em seu programa na emissora local. “Os ambulante em geral estão muito tristes com as palavras do prefeito, quando ele disse que é sujo, que não tem condições de higiene, os ambulantes são higiênicos sim”, desabafou completando que o prefeito disse ainda que por ele acabaria com os ambulantes da cidade.
Prefeitura
Depois da manifestação na sessão os ambulantes voltaram à Câmara na última quarta-feira para discutir o problema que vêm enfrentando. Logo em seguida eles se dirigiram a prefeitura, onde foram recebidos pelo Chefe de Gabinete, Gerson Rossi Junior, para discutir a questão.
Em nota oficial, a prefeitura informou que cerca de 10 ambulantes estiveram no Gabinete, reivindicando regulamentação para o grupo atuar na cidade.
No encontro, Gerson Rossi teria informado os trabalhadores que nas festas como a de 1º de maio a exploração da praça de alimentação é exclusividade das entidades assistenciais que, neste ano teriam apresentado um pedido uma maior delimitação para os ambulantes sob a alegação de que estava havendo 'concorrência' entre eles.
Para o Chefe de gabinete a reunião foi positiva e chegou ao fim com os ambulantes presentes se comprometeram a protocolar uma série de sugestões para a regulamentação do trabalho ambulante na cidade. As sugestões serão analisadas e podem ser incluídas no projeto de Lei que será elaborado pela prefeitura.
Audiência Pública
Depois da reunião, o vereador Laércio Rocha Pires (PPS) deu início a organização de uma Audiência Pública para discutir a questão. O evento está previsto para o dia 21 de maio, às 9h.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 08/05/10
Na última sessão de Câmara o plenário da Casa de Leis ficou cheio. O público que acompanhava a sessão era composto por moradores do bairro Santa Cruz, que verificam de perto o andamento das negociações sobre a mudança de endereço da Fundação Casa no bairro e por ambulantes descontentes com as dificuldades que encontraram para trabalhar na festa do dia primeiro de maio.
Desta vez, devido às reuniões já realizadas, a Fundação Casa teve menos destaque e o principal assunto da noite foi referente as queixas dos ambulantes.
A reclamação era referente ao ato de que eles não puderam trabalhar na festa promovida pela prefeitura, uma vez que a praça de alimentação foi direcionada as entidades assistenciais da cidade.
Segundo Orlando Rissato, que trabalha com a venda de pastéis e fez parte do movimento, a situação que vivenciaram foi injusta e não houve possibilidade de negociação com o poder público. Com a imposição de que deveria trabalhar distante da festa ele comenta que teve prejuízos. “A única coisa que vendi foi três garrafas de água para o pessoal do tiro de guerra”, reclamou.
Outra reclamação apresentada por ele foi a postura dos fiscais da prefeitura, que teriam sido grosseiros ao falar com ambulantes. “Eles ofenderam trabalhadores”, comentou.
Maria Antonia Gomes Mantovani, que trabalha como ambulante na venda de lanches, também estava revoltada. “Não foi justo o que fizeram”, afirmava. Segundo ela, os ambulantes pagam impostos para a prefeitura o que deve lhes garantir o direito ao trabalho, o que ela afirma que não foi respeitado no dia da festa. Com a restrição ao trabalho ela comenta que um prejuízo de aproximadamente R$ 500,00 na festa.
O casal Dorival de Grava e Mara Isabel, que vende lanches, também marcou presença na manifestação dos ambulantes, frustrados com a situação vivenciada na festa.
Ela, que atua como psicóloga comenta que a maioria dos ambulantes tem outras profissões e realiza a atividade por apreciar a festa e o contato com o público. “Eu adoro fazer isso”, comenta e completa “as pessoas tem direito de trabalhar como autônomo”.
Dorival de Grava além de inconformado com a restrição ao seu trabalho na festa ainda estava descontente com algumas declarações feitas pelo prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) em seu programa na emissora local. “Os ambulante em geral estão muito tristes com as palavras do prefeito, quando ele disse que é sujo, que não tem condições de higiene, os ambulantes são higiênicos sim”, desabafou completando que o prefeito disse ainda que por ele acabaria com os ambulantes da cidade.
Prefeitura
Depois da manifestação na sessão os ambulantes voltaram à Câmara na última quarta-feira para discutir o problema que vêm enfrentando. Logo em seguida eles se dirigiram a prefeitura, onde foram recebidos pelo Chefe de Gabinete, Gerson Rossi Junior, para discutir a questão.
Em nota oficial, a prefeitura informou que cerca de 10 ambulantes estiveram no Gabinete, reivindicando regulamentação para o grupo atuar na cidade.
No encontro, Gerson Rossi teria informado os trabalhadores que nas festas como a de 1º de maio a exploração da praça de alimentação é exclusividade das entidades assistenciais que, neste ano teriam apresentado um pedido uma maior delimitação para os ambulantes sob a alegação de que estava havendo 'concorrência' entre eles.
Para o Chefe de gabinete a reunião foi positiva e chegou ao fim com os ambulantes presentes se comprometeram a protocolar uma série de sugestões para a regulamentação do trabalho ambulante na cidade. As sugestões serão analisadas e podem ser incluídas no projeto de Lei que será elaborado pela prefeitura.
Audiência Pública
Depois da reunião, o vereador Laércio Rocha Pires (PPS) deu início a organização de uma Audiência Pública para discutir a questão. O evento está previsto para o dia 21 de maio, às 9h.
Matéria publicada no jornal "A Comarca" 08/05/10
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