segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vereadores aprovam, em primeiro turno, grafia oficial de “Mogi Mirim”

Gabriela Zacariotto

Nesta semana, foi aprovado na Câmara, em primeiro turno, o projeto de lei que determina que a forma de se escrever o nome da cidade de Mogi Mirim é com “g” e em palavras separadas.
A cidade não tem uma forma oficial para a grafia de seu nome e ele pode ser encontrado de diferentes formas nos órgãos municipais, estaduais e federais.
O projeto foi amplamente discutido, já que as opiniões eram bem divergentes. Alguns defendiam que o nome da cidade deveria ser escrito com “g”, outros com “j” e havia até mesmo os que diziam que a forma correta seria uma palavra só, “mojimirim”.
O vereador Rogério Esperança (PDT), chegou a acrescentar no projeto em questão, de autoria de Osvaldo Quaglio (PSDB), que determinava que Mogi Mirim deveria ser escrito com “g” uma emenda dizendo que a forma correta seria Mojimirim.
O debate foi intenso e envolveu a grande maioria dos vereadores.
Alguns, como João Luis Andrade Teixeira (PSB), defendiam que por questões históricas apalavra deveria ser grafada com “g”. Outros, como Cinoê Duzo(PPS) defendiam que o correto seria a palavra com “j”.
Já a vereadora Márcia Rottoli de Oliveira Masotti (PT) tomou um caminho bem diferente no debate do projeto. Segundo ela, a votação da noite não teria qualquer validade, uma vez que é preciso um longo processo para se alterar ou oficializar o nome de uma cidade.
A vereadora comentou que seria preciso um plebiscito, posteriormente o assunto deveria ser encaminhado a Asembleia Legislativa e, por fim, caberia a esfera federal alterar o nome da cidade.
Apesar das opiniões bem divergentes a proposta foi votada na noite de segunda-feira. A emenda de Esperança foi rejeita por 12 votos a quatro e o projeto original de Quaglio aprovado por dez votos a seis.
Apesar de a proposta de escrita de “Mogi Mirim” ter sido aprovada os vereadores contrários a proposta ainda não se deram por vencidos. O vereador pedetista voltou a usar a tribuna para dizer que vai buscar caminhos para tentar fazer com que o projeto não entre em vigor.
Os demais projetos da noite foram todos aprovados.

Fundação Casa
Os moradores do bairro Santa Cruz estiveram, novamente, na sessão para protestar contra a manutenção da unidade da Fundação Casa no bairro.
Desta vez os presentes compareceram munidos de faixas, mas os assunto não teve destaque na noite.


Extraordinária
Após o termino da primeira sessão houve uma sessão extraordinária, convocada na noite de ontem, para deliberar sobre duas questões.
Os projetos em pauta eram de autoria do poder executivo. O primeiro dizia respeito a um convenio com a Secretaria de Estado de Saneamento e Energia, para melhorar o sistema de drenagem urbana, e o outro tratava de um convênio para a compra de um equipamento de terraplenagem.
Apenas 12 vereadores permaneceram no plenário para a segunda sessão e os dois projetos foram aprovados sem qualquer discussão.

Textodivulgado no jornal "A Comarca" 15/05/10

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