segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres: de sexo frágil a independentes



Gabriela Zacariotto

Nesta segunda-feira, 8 de março, é comemorado o “Dia Internacional da Mulher”. A data foi instituída em 1975, pelas Nações Unidas e em todo o mundo é marcada por reflexões sobre o papel da mulher na sociedade.
Hoje, facilmente é notado, e diversos estudos comprovam que o antigo “sexo frágil” ganhou destaque e promoveu inúmeras mudanças no comportamento de toda a sociedade, deixando de se portar com submissa e assumindo uma posição de controle nos mais diversos segmentos.
Com a pretensão de representar a mulher moderna, o cinema e a televisão criam as mais diversas personagens, buscando passar a imagem de que é aquela a mulher do século 21. Mas as mulheres não parecem se identificar muito com o que vêem retratado nas telas.
Fabiane Alves Rissato, de 19 anos, é uma das que não consegue identificar traço do comportamento feminino nas personagens. Para ela, o que acontece é uma tentativa de influenciar o comportamento feminino com os padrões apresentados, que não se aproximam em nada da mulher real. “É tudo uma regra para ficar daquele jeito”, critica.
Para Fabiane, uma mulher nos dias de hoje é independente e trabalhadora, estereotipo que para ela não é encontrado nas produções televisivas e cinematográficas.
Sueli Alves, de 38 anos, também não se vê nas personagens criadas para filmes e novelas, já que para ela, as mulheres de hoje seguem padrões.
Rita Helena Ferreira da Silva Almeida, de 45 anos, também não se vê nas personagens. “Eles inventam, não tem nada a ver”, comenta. Além de não se identificar com as mulheres da ficção, ela ainda acredita que nada do que é exposto é capaz de mudar o comportamento das mulheres da “vida real”, que é moderna é independente.
Já Amanda Letícia Barbosa, de 19 anos, acredita que algumas personagens são capazes de retratar o comportamento das mulheres.
Para Amanda, os casos próximos dos reais são aqueles das mulheres que trabalham e fazem as coisas acontecer. Mas, as moçoilas tradicionais, não têm mais vez no mundo moderno. “Às vezes eles fazem a personagem muito frágil”, comenta. Toda esta fragilidade verificada em muitos casos passa bem longe da realidade, segundo ela, “a mulher, às vezes, é até mais forte do que imagina”, comenta.
Para ela, com esta descoberta feminina de seu potencial, muitas coisas mudaram e a mulher que um dia foi educada para casar e cuidar do marido ao longo do tempo se tornou independente, trabalha e se sustenta, fatos que estariam promovendo mais mudanças. Se um dia a felicidade chegou a ser a ideia de encontrar o marido ideal, Amanda comenta que isto também fica cada vez mais de lado. “Eu acredito que hoje as mulheres preferem ficar solteiras ou casar bem mais tarde para poder estudar, construir sua vida antes”, encerra.

Origem da Data

O “Dia Internacional da Mulher”, celebrado no dia 8 de março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de vida. No dia 8 de março de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
O simbólico dia 8 de março foi adotado, então, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

Texto divulgado no jornal "A Comarca" 06/03/10

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